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Testemunhas de Jeová

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A Sentinela  |  Fevereiro de 2008

 Como Ter uma Família Feliz

Resolver diferenças

Resolver diferenças

Ele diz: “Depois de nos casarmos, eu e Sara * moramos com minha família na casa de meus pais. Certo dia, a namorada de meu irmão pediu que eu a levasse de carro para sua casa. Querendo ajudá-la, concordei e levei meu filho pequeno junto. Mas quando voltei, Sara estava furiosa. Começamos a discutir e, na frente de minha família, ela me chamou de mulherengo. Perdi o controle e comecei a dizer coisas que a deixaram ainda mais irritada.”

Ela diz: “Nosso filho tem um problema sério de saúde e, na ocasião, estávamos passando por dificuldades financeiras. Então, quando Fernando saiu de carro com a namorada de seu irmão e com nosso filho, fiquei chateada por vários motivos. Quando ele chegou em casa, falei tudo o que eu estava pensando. Tivemos uma briga feia e ofendemos um ao outro. Depois disso me senti péssima.”

SE UM casal discute, significa que eles não se amam mais? Não! Fernando e Sara, mencionados acima, se amam muito. Ainda assim, até nos melhores casamentos de vez em quando haverá algum desentendimento.

Por que surgem desentendimentos, e o que você pode fazer para impedir que eles acabem com seu casamento? Já que foi Deus quem originou o casamento, nada melhor do que examinar o que sua Palavra, a Bíblia, diz sobre esse assunto. — Gênesis 2:21, 22; 2 Timóteo 3:16, 17.

Entender os desafios

A maioria dos casais quer ser amoroso e gentil um com o outro. No entanto, a Bíblia diz realisticamente que “todos pecaram e não atingem a glória de Deus”. (Romanos 3:23) Assim, quando surgem desentendimentos, pode ser difícil controlar as emoções. E, se começa uma discussão, alguns talvez achem muito difícil resistir a maus hábitos, como gritar e falar palavras ofensivas. (Romanos 7:21; Efésios 4:31) Que outras coisas podem causar tensão?

Marido e esposa em geral se comunicam de forma diferente. Michiko diz: “Logo que nos casamos, descobri que eu e meu marido tínhamos maneiras diferentes de discutir os assuntos. Gosto de falar não apenas sobre o que aconteceu, mas também por que e como aconteceu. Parece que meu marido só se interessa pelo resultado final.”

O problema de Michiko é comum. Em muitos casamentos, pode ser que a esposa ou o marido queira conversar demoradamente sobre um desentendimento ao passo que o outro não gosta de confrontos e procura evitar a conversa. Às vezes, quanto mais um deles quer falar sobre o assunto, mais o outro tenta evitar isso. Já notou essa tendência no seu casamento? Será que um de vocês parece sempre ser o que quer discutir o assunto e o outro o que quer evitá-lo?

 Outro fator a levar em conta é que a criação de uma pessoa pode influenciar sua visão de como os casais devem se comunicar. Justin, casado há cinco anos, diz: “Venho de uma família reservada e acho difícil falar abertamente sobre meus sentimentos. Isso deixa minha esposa frustrada. A família dela é bastante extrovertida e ela não tem nenhuma dificuldade em me falar como se sente.”

Por que se esforçar para resolver os problemas?

Os pesquisadores descobriram que o indicador mais confiável de quanto um casal será feliz não é a frequência com que dizem que se amam. A compatibilidade sexual e a segurança financeira também não são os fatores mais importantes. Em vez disso, o indicador mais seguro do sucesso no casamento é como o marido e a esposa lidam com as diferenças que surgem.

Além disso, Jesus disse que quando duas pessoas se casam é Deus quem as une, não o homem. (Mateus 19:4-6) Portanto, um bom casamento dá honra a Deus. Por outro lado, se o marido não mostra amor e consideração pela esposa, Jeová Deus talvez não ouça suas orações. (1 Pedro 3:7) Se a esposa não respeita o marido, na verdade ela está desrespeitando a Jeová, que deu ao marido o papel de chefe da família. — 1 Coríntios 11:3.

Como ter um bom casamento — evite um padrão de linguagem prejudicial

Não importa sua criação ou maneira de se comunicar, para poder aplicar os princípios bíblicos e ser bem-sucedido em lidar com as diferenças, existe um padrão de linguagem prejudicial que você precisa evitar. Pergunte-se:

‘Resisto ao impulso de pagar na mesma moeda?’

“Premer o nariz é o que faz sair sangue, e premer a ira é o que produz a altercação”, diz um provérbio sábio. (Provérbios 30:33) O que significa isso? Veja este exemplo: o que começa como uma opinião na maneira de equilibrar o orçamento da família (“precisamos controlar os gastos com o cartão de crédito”) pode rapidamente se transformar num ataque contra o caráter um do outro (“você é tão irresponsável”). É verdade que se seu cônjuge ‘preme seu nariz’ lançando um ataque contra sua pessoa, você talvez sinta o impulso de ‘premer’ de volta, ou pagar na mesma moeda. Mas isso só leva à ira e causa mais desentendimento.

O escritor bíblico Tiago acautela: “Vede quão pouco fogo é preciso para incendiar um bosque tão grande! Ora, a língua é um fogo.” (Tiago 3:5, 6) Quando o casal falha em controlar a língua, pequenos desentendimentos podem logo se transformar numa briga feia. E casamentos em que há brigas frequentes não favorecem o desenvolvimento do amor.

Em vez de pagar na mesma moeda, será que você pode imitar a Jesus que, quando injuriado, “não injuriava em revide”? (1 Pedro 2:23) A maneira mais rápida de acalmar uma briga é tentar compreender o ponto de vista do outro e pedir desculpas por sua parcela de culpa no conflito.

TENTE O SEGUINTE: A próxima vez que surgir uma discussão, pergunte-se: ‘O que custa tentar compreender as preocupações de meu cônjuge? Fiz algo que contribuiu para o problema? O que me impede de pedir desculpas pelos meus erros?’

‘Faço pouco caso dos sentimentos de meu cônjuge?’

“Sede todos da mesma mentalidade, compartilhando os sentimentos”, ordena a Palavra de Deus. (1 Pedro 3:8) Veja dois motivos que podem tornar difícil seguir esse conselho. Um deles é que você talvez não entenda bem o que seu cônjuge pensa ou sente. Por exemplo, se seu marido, ou sua esposa, se preocupa mais com certo assunto do que você, a tendência talvez seja dizer: “Você está exagerando.” Pode ser que sua intenção seja ajudar  seu cônjuge a ver o problema de maneira lógica. Mas, para a maioria das pessoas, esse tipo de comentário não ajuda muito. Tanto a esposa como o marido precisam saber que quem eles amam compreende seus sentimentos.

Ter orgulho demais também pode levar a pessoa a fazer pouco caso dos sentimentos do cônjuge. O orgulhoso procura se enaltecer por constantemente humilhar outros. Ele talvez faça isso usando termos depreciativos ou fazendo comparações negativas. Considere o caso dos fariseus e dos escribas dos dias de Jesus. Quando qualquer pessoa — mesmo outro fariseu — tinha uma opinião diferente da opinião desses homens orgulhosos, eles falavam de modo depreciativo e faziam observações ofensivas. (João 7:45-52) Jesus era diferente. Ele se colocava no lugar das pessoas que falavam com ele. — Mateus 20:29-34; Marcos 5:25-34.

Pense em como você reage quando seu cônjuge lhe diz que está preocupado com algo. Suas palavras, tom de voz e expressões faciais mostram empatia? Ou tem a tendência de fazer pouco caso dos sentimentos de seu marido ou de sua esposa?

TENTE O SEGUINTE: Nas próximas semanas, observe como você fala com seu marido, ou sua esposa. Se agir com indiferença ou disser algo depreciativo, peça desculpas imediatamente.

Sempre acho que as motivações de meu cônjuge são egoístas?’

“Acaso é por nada que Jó teme a Deus? Não puseste tu mesmo uma sebe em volta dele, e em volta da sua casa, e em volta de tudo o que ele tem?” (Jó 1:9, 10) Com essas palavras, Satanás questionou a motivação do fiel Jó.

Se os casais não tomarem cuidado, eles podem adotar um comportamento similar. Por exemplo, quando seu cônjuge faz algo de bom para você, fica se perguntando o que ele está querendo ou escondendo? Se ele comete um erro, vê isso como uma prova de que é egoísta e não se preocupa com o que você sente? Lembra-se imediatamente de erros similares cometidos no passado e acrescenta mais esse à lista?

TENTE O SEGUINTE: Faça uma lista das coisas boas que seu cônjuge faz por você e das boas intenções que talvez motivem essas ações.

O apóstolo Paulo escreveu: “O amor . . . não leva em conta o dano.” (1 Coríntios 13:4, 5) O verdadeiro amor não é cego. Mas também não faz um registro dos erros. Paulo também disse que o amor “acredita todas as coisas”. (1 Coríntios 13:7) Não que esse tipo de amor seja ingênuo, mas está disposto a confiar. Não é suspeitoso, desconfiado. O tipo de amor que a Bíblia incentiva está pronto a perdoar e deseja dar a outros o benefício da dúvida. (Salmo 86:5; Efésios 4:32) Quando os casais mostram esse tipo de amor um pelo outro, eles têm um casamento feliz.

PERGUNTE-SE . . .

  • Que erros o casal mencionado no início do artigo cometeu?

  • Como posso evitar cometer erros similares no meu casamento?

  • Em que pontos mencionados no artigo preciso me esforçar mais para melhorar?

^ parágrafo 3 Os nomes foram mudados.

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