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Observando o Mundo

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Aquecimento das cidades afeta o desenvolvimento das plantas

Observações do leste da América do Norte feitas por satélite parecem indicar que o calor gerado pelas cidades influencia o desenvolvimento da vegetação, diz uma notícia publicada na revista Science News. A reportagem diz que as plantas nas cidades produzem botões mais cedo na primavera e retêm suas folhas por mais tempo no outono em comparação com as plantas em áreas rurais da redondeza. De acordo com a Science News, as temperaturas medidas nas cidades durante um período de cinco meses estavam “em média 2,28 graus Celsius acima da temperatura de locais a cerca de 10 quilômetros de distância de cada centro urbano”. Entre a região norte da Flórida e sul do Canadá, há pelo menos 70 centros urbanos que abrangem, cada um, uma área de mais de dez quilômetros quadrados. “Tais dados sugerem que essas cidades afetam de modo significativo o clima local,” informa a Science News.

 Amizade entre os animais

Fazendeiros e pastores já suspeitavam disso, mas agora um estudo científico dirigido pela bióloga Anja Wasilewski alega que animais de casco podem fazer amizade com outros animais de seu rebanho ou manada. De acordo com Wasilewski, que observou cavalos, jumentos, gado bovino e ovelhas, os animais demonstram amizade por estar freqüentemente perto uns dos outros, por meio de contato corporal quando descansam ou se alimentam, por compartilhar alimentos e por limpar ou arrumar os pêlos um do outro. As ovelhas, por exemplo, roçam a cabeça num amigo que teve algum problema com outro animal. Esse comportamento parece acalmar e confortar as ovelhas, relata o jornal alemão Die Zeit. Os jumentos geralmente têm apenas um amigo, mas suas amizades duram mais. Para evitar encarar os animais como humanos, porém, pesquisadores são cautelosos quando se trata de especular sobre a função e os efeitos desses laços sociais.

Cautela com repelente de insetos

Dois estudos indicam que espirais contra mosquitos — um dos repelentes mais usados na Ásia — podem ser prejudiciais, especialmente para crianças, noticia a revista da Índia Down to Earth. O primeiro estudo, dos cientistas da Universidade da Califórnia, EUA, informa que espirais fumegantes expõem os usuários a poderosos agentes cancerígenos que afetam os pulmões. Muitas famílias em países em desenvolvimento usam espirais contra mosquitos dentro de suas casas pequenas. “Além disso, as janelas ficam fechadas durante a noite”, declaram os autores do estudo. O segundo estudo, feito por cientistas da Malásia e dos Estados Unidos, descobriu que uma espiral queimando por oito horas “libera tantas partículas quanto 75 a 137 cigarros”. Como alternativa, estudiosos recomendam produtos derivados de plantas, como os do azedaraque. “Estes não só são eficientes e bons para a saúde, mas melhores para o bolso”, declara o estudo.

Exercício para as vítimas da síndrome da fadiga crônica

Apesar de ampla pesquisa, as causas e possível cura para a síndrome da fadiga crônica (SFC) continuam a deixar desconcertada a ciência médica. “A grande variedade de tratamentos antivirais, imunológicos, hormonais e antidepressivos, entre outros tratamentos avaliados, tem-se mostrado de muito pouco benefício”, diz um relatório publicado na revista The Medical Journal of Australia (MJA). Mas programas envolvendo exercícios físicos como caminhadas, ciclismo ou natação parecem produzir melhores resultados do que várias outras terapias. Algumas vítimas da SFC evitam os exercícios porque acham que fazer muito exercício agrava os sintomas. Mas é necessário equilíbrio. Algumas pessoas que se exercitam com moderação, ficando dentro dos limites impostos pelos sintomas, têm uma ‘melhora significativa’ em testes de depressão, percepção de bem-estar, capacidade de trabalho e pressão sanguínea, relata a MJA. “Exercícios físicos lentamente progressivos deveriam se tornar uma base para a administração do tratamento em pacientes com SFC”, conclui o relatório.

Desmatamento na América Latina

Em apenas 13 anos, 50 milhões de hectares de floresta na América Latina foram destruídos, o equivalente à área de toda a América Central, diz um relatório publicado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente. No Brasil, 23 milhões de hectares foram danificados; o México perdeu 6,3 milhões de hectares de floresta e teve 400 mil hectares de solo cultivável degradados. El Salvador, Haiti e a ilha de Santa Lúcia perderam entre 46% e 49% de suas florestas no mesmo período. Essas estatísticas são “assustadoras”, diz a revista científica ¿Cómo Ves?, da Universidade Nacional Autônoma do México, “e são ainda mais assustadoras quando pensamos  . . . nas centenas de milhares de plantas e animais que desapareceram do nosso planeta cada vez mais seco”.

Pandas e seu bambu

“O panda-gigante, símbolo da China e da conservação da vida selvagem, não está tão ameaçado quanto se pensava”, diz o jornal The Daily Telegraph, de Londres. Um estudo de quatro anos, feito pelo Fundo Mundial pela Natureza e o governo chinês, descobriu que, em vez dos 1.000 a 1.100 pandas que se estimava existir na selva, há mais de 1.590. A contagem mais exata foi obtida com o uso de tecnologia avançada, incluindo o sistema de posicionamento por satélite, para delinear as áreas a serem estudadas. Apesar dos resultados serem uma boa notícia para os conservacionistas, o Centro de Monitoramento da Conservação Mundial em Cambridge, Inglaterra, avisa que o bambu, principal fonte de alimento do panda-gigante, está seriamente ameaçado pelo desmatamento. O que torna os bambus vulneráveis ao rápido desmatamento é que “bambus individuais de cada espécie florescem simultaneamente uma vez em 20 a 100 anos e depois morrem”, diz o jornal londrino The Guardian.

Mais tolerância na classificação de filmes

“Os filmes de hoje contêm em média significativamente mais violência, sexo e obscenidade do que os filmes da mesma classificação de uma década atrás.” Essa é a conclusão a que chegaram pesquisadores da Escola de Saúde Pública de Harvard, nos Estados Unidos, após estudarem o sistema de classificação de filmes, comum em alguns países. O estudo examinou a relação entre a classificação e o conteúdo dos filmes lançados no período de 1992 a 2003. Os resultados sugerem que o sistema de classificação de filmes baseado na idade do espectador tem se tornado cada vez mais tolerante. Os pesquisadores concluíram que os “pais devem reconhecer sua responsabilidade: escolher filmes apropriados junto com os filhos e para eles e conversar sobre o conteúdo dos filmes com os filhos para diminuir qualquer potencial efeito negativo e reforçar qualquer potencial efeito benéfico”.