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Observando o Mundo

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Salvar a vida de recém-nascidos

Quatro milhões de bebês morrem por ano antes de completar um mês de vida. Essas mortes neonatais “representam mais de 40% dos óbitos de crianças com menos de cinco anos”, noticiou a revista alemã Bild der Wissenschaft. O que se pode fazer a respeito? Métodos simples e econômicos recomendados pelo estudo “Condição dos Recém-Nascidos no Mundo” incluem manter o bebê aquecido e amamentá-lo logo que nasce — fator importante para torná-lo imune contra doenças. Outra tática é procurar melhorar a saúde das mulheres grávidas. Muitas trabalham demais, estão subnutridas e ainda não se recuperaram do parto anterior. “Nos países em desenvolvimento, onde ocorrem 98% dos casos de mortalidade de recém-nascidos”, pessoas da localidade poderiam ser treinadas para assistir partos ou socorrer parturientes. “A principal função delas seria instruir mulheres grávidas, cuidar da higiene e vacinar”, declarou o estudo.

Linguagem de bebê

“Assim como os bebês de pais ouvintes começam a balbuciar com cerca de sete meses . . . , os bebês de pais surdos começam a ‘balbuciar’ com as mãos imitando a língua de sinais dos pais”, mesmo sendo ouvintes, diz o jornal londrino The Times. A professora Laura Petitto, da Universidade McGill, em Montreal, Canadá, é da opinião de que os bebês nascem com sensibilidade a ritmos e padrões característicos a todos os idiomas, incluindo a língua de sinais. Ela disse que os bebês ouvintes que têm “pais surdos que sabem sinalizar, gesticulam de maneira diferente, seguindo um padrão rítmico específico, distinto de outros movimentos com as mãos. . . . É um balbucio, mas com as mãos”. Os bebês expostos à língua de sinais produziram dois tipos de movimento com as mãos, ao passo que os que conviviam com pais ouvintes produziram apenas um tipo. Os pesquisadores usaram um sistema de rastreamento de posição para registrar os movimentos das mãos dos bebês na idade de 6, 10 e 12 meses.

Editados os Rolos do Mar Morto

“Mais de meio século após a descoberta dos Rolos do Mar Morto nas cavernas do deserto da Judéia, os especialistas comemoram a edição dos textos religiosos de 2.000 anos”, disse o U.S.News & World Report. A publicação da série de 37 volumes foi anunciada pelo professor Emanuel Tov, responsável pela equipe de peritos que analisaram os rolos. O crédito pela conclusão da obra foi atribuído à tecnologia moderna, incluindo a fotografia digital e o processador multiespectral de imagens que possibilitou aos peritos decifrar a escrita apagada. Os escritos, traduzidos do hebraico, aramaico, grego e latim, foram datados entre 250 AEC e 70 EC.

Lidar com incertezas

Desde os ataques terroristas nos Estados Unidos, aumentou em 30% a venda de Bíblias por parte dos membros da Associação de Livreiros Cristãos, do Canadá, conforme noticiado pelo jornal canadense The Globe and Mail. “As pessoas buscam respostas”, disse Marlene Loghlin, diretora-executiva da associação. “Há o fator medo envolvido na questão. Há inúmeras perguntas sem resposta no coração e na mente de muitos.” O relatório acrescenta que até livrarias menores notam “um aumento nas vendas de qualquer publicação de teor religioso que possa ter alguma explicação sobre o porquê dos eventos trágicos”. Segundo um professor de teologia da Universidade de Toronto, essa é uma reação comum. “Em tempos de grande incerteza, as pessoas começam a fazer perguntas básicas sobre religião”, e “buscar respostas na Bíblia pode ser de ajuda”, disse ela.

Aids — assassina n.° 1 na África do Sul

“A Aids hoje é a principal causa de morte na África do Sul,  e os mais atingidos são os adultos mais jovens”, disse o jornal The New York Times ao noticiar um estudo realizado pelo Conselho de Pesquisas Médicas, da África do Sul. Os pesquisadores estimam que entre cinco e sete milhões de pessoas serão vítimas da Aids nos próximos dez anos. O índice de mortalidade entre as mulheres na faixa dos 20 anos é maior do que o das mulheres na faixa dos 60 anos. A África do Sul “tem mais casos registrados de pessoas infectadas com o vírus HIV, causador da Aids, do que qualquer outro país”, acrescentou o artigo. “Acredita-se que um de cada nove sul-africanos, e um de cada quatro adultos [30-34 anos], seja portador do HIV, segundo fontes do governo.”

Os faróis estão com os dias contados

“Assim como a lâmpada substituiu a vela, o farol automatizado eliminou o serviço difícil do faroleiro”, disse o jornal The Financial Post. “Pelo que tudo indica, agora até os dias do farol automatizado estão contados.” É verdade que os faróis hoje irradiam uma luz possante que pode ser vista a 32 quilômetros de distância, em alto-mar, e dispõem de buzinas de nevoeiro automatizadas que avisam os marinheiros de que a terra está quase à vista. Mas os marinheiros hoje dispõem de tecnologia de satélite para se localizarem com precisão. Os navios vêm equipados com sistema de posicionamento global para guiar os marujos quando há pouca visibilidade. Mike Clements, gerenciador de projetos da Guarda Costeira Canadense em Saint John, Terra Nova, disse que os sistemas de posicionamento global “podem tornar os faróis desnecessários. Não há nada que se compare a [esses sistemas]. O farol não é de muita ajuda para se orientar no mar”.

Megalópoles

“Em 1900 as maiores cidades eram Londres, Nova York, Paris, Berlim e Chicago”, observou o jornal londrino The Sunday Times. Mas segundo novas projeções, “até o ano de 2015, Tóquio, Bombaim, Lagos, Daca (em Bangladesh) e São Paulo (Brasil) vão passar na frente dessas metrópoles ocidentais”. Além dessas, outras 25 cidades terão mais de 20 milhões de habitantes. Por outro lado, “há estimativas de que, até o ano 2015, Londres sairá da lista das 30 cidades mais populosas e será a única megalópole cuja população terá diminuído”, disse o artigo. A explosão demográfica nas cidades cria muitos problemas. “Os pobres ficarão cada vez mais concentrados nos seus bairros caracterizados por alta criminalidade, violência e distúrbios sociais”, declarou Douglas Massey, professor de sociologia na Universidade de Pensilvânia, EUA. Tóquio, cuja população de 26 milhões deve logo atingir os 30 milhões, não está tendo grandes problemas visto que o aumento tem sido gradativo e a cidade dispõe de infra-estrutura e de serviços públicos necessários. Segundo Massey, da época do Império Romano até a Era Vitoriana, a população urbana não passava dos 5% no mundo, mas ele estima que até o ano 2015 essa porcentagem terá subido para 53%.

Pare de fumar — de uma vez por todas!

“Todos os fumantes devem tentar parar de fumar. E ao largarem o vício, devem cuidar para não voltar a fumar nunca mais”, adverte o professor Bo Lundback, do Instituto Nacional da Vida Operária, em Estocolmo, Suécia. Mas por quê? É que ex-fumantes que voltam a fumar estão sujeitos a uma diminuição mais rápida na capacidade pulmonar do que os que nunca pararam. Um estudo de dez anos envolvendo 1.116 homens e mulheres na faixa de 35 a 68 anos mostrou que os que fumaram durante os dez anos que durou a pesquisa sofreram uma queda de 3% no desempenho dos pulmões, ao passo que os que pararam por mais de um ano e depois recomeçaram tiveram uma queda de 5%. “A queda no desempenho pulmonar é muito maior nos primeiros dois anos em que a pessoa volta a fumar”, avisou Lundback. “E essa perda na capacidade pulmonar não se recupera nunca mais.” Os que conseguiram parar de fumar no período de dez anos da pesquisa tiveram uma queda de apenas 1%, relatou o artigo.