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Observando o Mundo

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Governo russo não reconhece jesuítas

Segundo o National Catholic Reporter, o Ministério da Justiça da Rússia não quer reconhecer a Companhia de Jesus como entidade religiosa independente. Esta sociedade, mais conhecida como jesuítas, foi estabelecida em 1540. A nova lei da Rússia, referente às religiões, exige da maioria das entidades religiosas que se registrem novamente a fim de serem reconhecidas por lei. Os grupos religiosos que não receberem este reconhecimento não terão autorização para imprimir ou distribuir publicações religiosas, não poderão convidar estrangeiros para serviços religiosos, nem organizar sistemas de ensino. As Testemunhas de Jeová conseguiram renovar o seu registro em caráter nacional em 24 de abril de 1999.

Dispara a taxa de suicídios no Japão

No Japão, mais pessoas cometeram suicídio em 1998 do que em qualquer outro ano, segundo reportagem do jornal The Daily Yomiuri. A Agência Nacional de Polícia, no Japão, relatou que em 1998, 32.863 pessoas se suicidaram — número três vezes maior do que o total de mortos em acidentes de trânsito. Acredita-se que esse aumento se deve principalmente aos problemas financeiros causados pelo desemprego que vem assolando o país devido à recente recessão econômica. O suicídio é a sexta causa de morte no Japão.

Poluição do ar é mortal

“Na Europa, o trânsito nas estradas é o que mais causa poluição, e em alguns países mais pessoas morrem em decorrência da poluição do ar do que em acidentes de trânsito”, relata a agência de notícias Reuters. Segundo pesquisa da Organização Mundial da Saúde, anualmente 21.000 pessoas na Áustria, na França e na Suíça têm morte prematura em conseqüência das doenças respiratórias ou cardíacas causadas pela poluição do ar. Em outro relatório, estima-se que em 36 cidades da Índia, 110 pessoas por dia morrem prematuramente em resultado da poluição do ar.

Informações digitais não duram

Há muitos anos os técnicos em computação vêm dizendo que armazenar informações em forma digital é mais seguro do que armazenar em papel. No entanto, os bibliotecários e arquivistas não concordam mais com isso. “Estamos perdendo muita matéria científica e histórica devido à desintegração e aos sistemas que se tornam obsoletos”, diz a revista Newsweek. Sistemas de armazenamento digital como unidades de disco são sensíveis ao calor, à umidade, à oxidação e aos campos magnéticos. E dependendo das condições de armazenamento, a fita magnética não dura mais do que uma década, diz a revista. Outra dificuldade para os que querem preservar informações em forma digital são as rápidas mudanças da tecnologia. O hardware para armazenar dados muda tão rápido que em pouco tempo os sistemas se tornam obsoletos. Abby Smith, do Conselho sobre Recursos de Biblioteca e de Informação, diz: “Armazenar informações vai ser quase impossível, a não ser que montemos um museu de unidades de leitura de fita magnética e de PCs [computadores pessoais].”

População da Índia chega a um bilhão

A população da Índia passou o marco de um bilhão em agosto de 1999, segundo a Divisão de Crescimento Populacional das Nações Unidas. Em pouco mais de 50 anos, a população da Índia triplicou. Se continuar a crescer no ritmo de 1,6% por ano, em cerca de quatro décadas a Índia alcançará a China, a nação mais populosa do mundo. “A China e a Índia já têm mais de um terço da população do mundo”, relata The New York Times. Em menos de meio século, a expectativa de vida na Índia subiu de 39 para 63 anos.

Casamento em queda nos Estados Unidos

Um estudo realizado pelo Projeto Nacional sobre o Casamento, da Universidade Rutgers, constatou que nunca a taxa de casamentos nos Estados Unidos esteve tão baixa, segundo o que está registrado no site do Washington Post, na Internet. O mesmo estudo observou que logo após a Segunda Guerra Mundial 80% das crianças no país eram criadas pelos dois pais biológicos. Hoje, esse número caiu para 60%. “Nas últimas duas décadas, aumentou de 33% para 53% o número  das adolescentes que dizem ‘valer a pena’ ter um filho sem ser casada”, diz o relatório. Não é de surpreender que tenha acrescentado que “o casamento como instituição está em grandes apuros”.

Problemas com a educação na África

Mais de 40 milhões de crianças na África subsaariana não vão à escola, segundo a Agência de Notícias All Africa. Uma série de problemas abala a rede de ensino. Um desses, em conseqüência dos problemas econômicos, é que em muitas escolas há falta de água e poucos, ou nenhum, sanitários. Faltam livros didáticos e os professores têm pouco preparo. Além dos problemas econômicos, existe uma grande incidência de gravidez entre as adolescentes, o que vem a ser a maior causa de evasão escolar. A Aids também causa um impacto negativo na freqüência à escola. “O aumento de casos de Aids entre os adolescentes se deve a uma vida sexual ativa precoce”, diz o Africa News. Por outro lado, há meninas que não contraíram Aids, mas que precisam ficar em casa para cuidar de parentes com a doença. O Dr. Edward Fiske, especialista em educação fundamental para a Unesco, disse: “Sem instrução escolar, o futuro da maioria dos países subsaarianos está ameaçado.”

Múmia com prótese no dedo do pé

“Foi encontrada uma prótese no dedo do pé de uma múmia e tudo indica que ela foi usada em vida há uns 2.500 anos”, segundo reportagem no The Sunday Times de Londres. O Dr. Nicholas Reeves descreve o dedo artificial do pé, feito de linho impregnado com cola de origem animal e gesso, como “de alta qualidade, muito bem projetado, feito com engenhosidade, durabilidade e, com certeza, sob medida”. O dedo do pé tem unha e a cor é semelhante à da pele. Foram feitos oito furos no dedo para permitir a fixação no pé. Esses furos seguem o formato de Y, como as tiras de uma sandália de dedo, que ao ser usada, escondia os furos.

Dores de cabeça causadas por analgésicos

A dor de cabeça em pessoas que tomam analgésicos três ou quatro vezes por semana pode ser proveniente dos próprios remédios. Estima-se que 1 em cada 50 pessoas sofra deste tipo de dor de cabeça, causada por remédios simples como a aspirina e também por analgésicos controlados. Ao passar o efeito do analgésico, o próprio remédio pode causar dor de cabeça e o paciente pode achar que é uma dor de cabeça comum ou uma enxaqueca e tomar mais remédios, tornando-se um círculo vicioso. O Dr. Tim Steiner, do Imperial College, em Londres, explica que “todo paciente que se queixa de dor de cabeça crônica deve ser tratado como tendo esse tipo de dor de cabeça”. Essa dor não é nenhuma novidade, mas mesmo assim a maioria dos médicos de família não a conhece e simplesmente receita analgésicos mais fortes, quando na realidade bastava que os pacientes parassem de tomá-los, diz The Sunday Telegraph de Londres.

Cuidar da língua

As bactérias que ficam na língua produzem gás sulfúrico e mau hálito, segundo uma reportagem no jornal Prince George Citizen. “As bactérias proliferam em ambientes sem oxigênio e é por isso que vivem nos sulcos e reentrâncias longe do oxigênio que enviamos para os pulmões”, declara a reportagem. Escovar os dentes e passar fio dental ajuda, mas elimina apenas 25% das bactérias. O dentista Allan Grove recomenda “raspar” a língua, um hábito antigo na Europa, “o mais importante meio de evitar mau hálito”. Um “raspador” de plástico “é mais recomendável do que uma escova para ter uma língua limpa e rosada”, segundo o Citizen.

Mais uma lente rastreando o Universo

A lente do telescópio Gemini North, cuja base de controle fica em Mauna Kea, no Havaí, rastreia o Universo desde junho de 1999. O espelho refletor, com 8,1 metros de diâmetro, possibilitará aos cientistas verem os objetos mais indistintos nos confins do espaço, relata o jornal Independent de Londres. Tanto o telescópio Gemini North como o Hubble, ajudam os astrônomos a ver eventos que ocorreram no passado muito distante e assim “voltar no tempo”. A vantagem do telescópio Hubble é estar no espaço. O Gemini, mesmo tendo a base de controle na Terra, conta com equipamento computadorizado para corrigir distorções causadas por distúrbios atmosféricos, produzindo imagens tão nítidas quanto o Hubble, ou até mais nítidas.