As Boas Novas Segundo Mateus 24:1-51

24  Quando Jesus estava saindo do templo, seus discípulos se aproximaram para lhe mostrar os edifícios do templo.  Em vista disso, ele lhes disse: “Não estão vendo todas estas coisas? Eu lhes digo a verdade: De modo algum ficará aqui pedra sobre pedra sem ser derrubada.”+  Enquanto ele estava sentado no monte das Oliveiras,+ os discípulos se aproximaram dele em particular e disseram: “Diga-nos: Quando acontecerão essas coisas e qual será o sinal da sua presença+ e do final do sistema de coisas?”+  Jesus, em resposta, lhes disse: “Cuidado para que ninguém os engane,+  pois muitos virão em meu nome, dizendo: ‘Eu sou o Cristo’, e enganarão a muitos.+  Vocês ouvirão falar de guerras e notícias de guerras. Cuidado para não ficar apavorados, pois essas coisas têm de acontecer, mas ainda não é o fim.+  “Porque nação se levantará contra nação e reino contra reino;+ haverá falta de alimentos+ e terremotos num lugar após outro.+  Todas essas coisas são um começo das dores de aflição.  “Então as pessoas os entregarão a tribulação+ e os matarão,+ e vocês serão odiados por todas as nações, por causa do meu nome.+ 10  Então, também, muitos tropeçarão, e trairão uns aos outros, e odiarão uns aos outros. 11  Surgirão muitos falsos profetas, que enganarão a muitos;+ 12  e, por causa do aumento do que é contra a lei, o amor da maioria esfriará.+ 13  Mas quem perseverar até o fim será salvo.+ 14  E estas boas novas do Reino serão pregadas em toda a terra habitada, em testemunho a todas as nações,+ e então virá o fim. 15  “Portanto, quando vocês virem a coisa repugnante que causa desolação, da qual falou Daniel, o profeta, estar* num lugar santo+ (que o leitor use de discernimento), 16  então, os que estiverem na Judeia fujam para os montes.+ 17  O homem que estiver no terraço não desça para tirar da sua casa os bens, 18  e o homem que estiver no campo não volte para apanhar sua capa.+ 19  Ai das mulheres grávidas e das que amamentarem naqueles dias!+ 20  Persistam em orar para que a sua fuga não ocorra no inverno nem no sábado; 21  pois então haverá grande tribulação,+ como nunca ocorreu desde o princípio do mundo até agora, não, nem ocorrerá de novo.+ 22  De fato, se não se abreviassem aqueles dias, ninguém seria salvo; mas, por causa dos escolhidos, aqueles dias serão abreviados.+ 23  “Então, se alguém lhes disser: ‘Vejam! Aqui está o Cristo!’+ ou: ‘Ali!’, não acreditem.+ 24  Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas,+ e farão grandes sinais e milagres a fim de enganar,+ se possível, até mesmo os escolhidos. 25  Prestem atenção! Eu os avisei antecipadamente. 26  Portanto, se lhes disserem: ‘Vejam, ele está no deserto!’, não saiam; ou: ‘Vejam, ele está no interior da casa!’,* não acreditem.+ 27  Pois, assim como o relâmpago sai do leste e brilha até o oeste, assim será a presença do Filho do Homem.+ 28  Onde estiver o cadáver, ali se ajuntarão as águias.+ 29  “Imediatamente depois da tribulação daqueles dias, o sol escurecerá,+ a lua não dará a sua luz, as estrelas cairão do céu, e os poderes dos céus serão abalados.+ 30  Então aparecerá no céu o sinal do Filho do Homem, e todas as tribos da terra então baterão no peito, de pesar,+ e verão o Filho do Homem+ vir nas nuvens do céu, com poder e grande glória.*+ 31  E ele enviará seus anjos com forte som de trombeta, e eles reunirão os seus escolhidos desde os quatro ventos, de uma extremidade dos céus até a outra extremidade deles.+ 32  “Aprendam desta ilustração sobre a figueira: assim que os ramos novos ficam tenros e brotam folhas, vocês sabem que o verão está próximo.+ 33  Do mesmo modo, quando virem todas essas coisas, saibam que ele está próximo, às portas.+ 34  Eu lhes garanto que esta geração de modo algum passará até que todas essas coisas aconteçam. 35  Céu e terra passarão, mas as minhas palavras de modo algum passarão.+ 36  “A respeito daquele dia e daquela hora ninguém sabe,+ nem os anjos dos céus, nem o Filho, mas somente o Pai.+ 37  Pois, assim como eram os dias de Noé,+ assim será a presença do Filho do Homem.+ 38  Porque naqueles dias antes do dilúvio as pessoas comiam e bebiam, os homens se casavam e as mulheres eram dadas em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca,+ 39  e não fizeram caso, até que veio o dilúvio e varreu a todos eles;+ assim será na presença do Filho do Homem. 40  Dois homens estarão então no campo; um será levado e o outro será abandonado. 41  Duas mulheres estarão moendo no moinho manual; uma será levada e a outra será abandonada.+ 42  Portanto, mantenham-se vigilantes, porque vocês não sabem em que dia virá o seu Senhor.+ 43  “Mas entendam isto: se o dono da casa soubesse em que vigília* o ladrão viria,+ ficaria acordado e não permitiria que sua casa fosse arrombada.+ 44  Por essa razão, vocês também mostrem-se prontos,+ porque o Filho do Homem vem numa hora que vocês não imaginam. 45  “Quem é realmente o escravo fiel e prudente, a quem o seu senhor encarregou dos seus domésticos, para lhes dar o alimento no tempo apropriado?+ 46  Feliz aquele escravo se o seu senhor, quando vier, o encontrar fazendo isso!+ 47  Digo a verdade a vocês: Ele o encarregará de todos os seus bens. 48  “Mas, se aquele escravo mau disser no coração: ‘Meu senhor está demorando’,+ 49  e começar a espancar seus coescravos, e a comer e beber com os beberrões, 50  o senhor daquele escravo virá num dia em que ele não espera e numa hora que ele não sabe;+ 51  ele o punirá com a maior severidade e lhe designará um lugar entre os hipócritas. Ali é que haverá o seu choro e o ranger dos seus dentes.+

Notas de rodapé

Ou: “estar de pé”.
Ou: “nos aposentos internos”.
Ou, possivelmente: “com grande poder e glória”.
Ou: “a que hora da noite”.

Notas de estudo

Eu lhes garanto: Ou: “Digo a vocês a verdade.” Em grego, essa frase inclui a palavra amén. Ela é uma transliteração da palavra hebraica ʼamén, que significa “assim seja” ou “com certeza”. Jesus muitas vezes usava essa palavra antes de fazer uma declaração importante, promessa ou profecia. Era um modo de enfatizar que suas palavras iam se cumprir com certeza e que seus ouvintes podiam confiar nelas. Alguns estudiosos afirmam que não há ninguém que use a palavra amén do mesmo modo que Jesus, nem na Bíblia nem em outros livros sagrados. Nas vezes em que a palavra aparece repetida (amén amén), como acontece várias vezes no Evangelho de João, a expressão é traduzida como “com toda a certeza”. — Veja a nota de estudo em Jo 1:51.

Eu lhes digo a verdade: Veja a nota de estudo em Mt 5:18.

De modo algum ficará aqui pedra sobre pedra: A profecia de Jesus se cumpriu de modo impressionante em 70 d.C., quando os exércitos de Roma destruíram Jerusalém e o templo. Eles derrubaram tudo o que havia na cidade, e sobraram apenas algumas partes da muralha.

fim: Ou: “fim completo”. A palavra grega usada aqui (télos) é diferente da palavra syntéleia, usada em Mt 24:3 e traduzida como “final”. — Veja a nota de estudo em Mt 24:3 e o Glossário, “Final do sistema de coisas”.

fim: Ou: “fim completo; fim definitivo”. — Veja as notas de estudo em Mt 24:36.

monte das Oliveiras: Fica ao leste de Jerusalém, do outro lado do vale do Cédron. Por ser um lugar mais alto, dali Jesus e os discípulos “Pedro, Tiago, João e André” (Mr 13:3, 4) podiam ver a cidade e o templo.

presença: A palavra grega parousía (traduzida em muitas Bíblias como “vinda” ou “volta”) significa literalmente “estar ao lado”. Não se refere simplesmente a vir ou chegar, mas sim a estar presente durante um período de tempo. Esse sentido de parousía é indicado por Mt 24:37-39, que compara “os dias de Noé . . . antes do dilúvio” com “a presença do Filho do Homem”. Paulo também usou essa palavra grega em Fil 2:12 ao fazer um contraste entre sua “presença” e sua “ausência”.

final: Ou: “conclusão”. Tradução da palavra grega syntéleia, que significa “fim conjunto; fim combinado; término simultâneo”. (Mt 13:39, 40, 49; 28:20; He 9:26) Essa palavra se refere a um período de tempo em que vários eventos aconteceriam juntos, levando ao “fim” completo (em grego, télos) mencionado em Mt 24:6, 14. — Veja as notas de estudo em Mt 24:614 e o Glossário, “Final do sistema de coisas”.

do sistema de coisas: Ou: “da época”. Aqui, a palavra grega aión se refere a uma situação existente ou a características marcantes de certo período ou época. — Veja o Glossário, “Sistema(s) de coisas”.

o Cristo: Em grego, ho Khristós, título que equivale a “o Messias” (do hebraico mashíahh). Tanto “Cristo” como “Messias” significam “ungido”. O historiador judeu Josefo escreveu que no século 1 d.C. surgiram homens que afirmavam ser profetas ou libertadores e prometiam acabar com a opressão do Império Romano. Os seguidores desses homens talvez os encarassem como Messias políticos, ou seja, pessoas escolhidas por Deus para trazer liberdade política.

final: Ou: “conclusão”. Tradução da palavra grega syntéleia, que significa “fim conjunto; fim combinado; término simultâneo”. (Mt 13:39, 40, 49; 28:20; He 9:26) Essa palavra se refere a um período de tempo em que vários eventos aconteceriam juntos, levando ao “fim” completo (em grego, télos) mencionado em Mt 24:6, 14. — Veja as notas de estudo em Mt 24:614 e o Glossário, “Final do sistema de coisas”.

fim: Ou: “fim completo”. A palavra grega usada aqui (télos) é diferente da palavra syntéleia, usada em Mt 24:3 e traduzida como “final”. — Veja a nota de estudo em Mt 24:3 e o Glossário, “Final do sistema de coisas”.

toda a terra habitada . . . todas as nações: As duas expressões destacam o alcance do trabalho de pregação. Em sentido amplo, a palavra grega traduzida como “terra habitada” (oikouméne) se refere às partes da Terra em que há pessoas morando. (Lu 4:5; At 17:31; Ro 10:18; Ap 12:9; 16:14) No século 1 d.C., essa palavra também era usada para se referir ao enorme território do Império Romano, por onde os judeus haviam sido espalhados. (Lu 2:1; At 24:5) Já a palavra grega traduzida como “nação” (éthnos), tem o sentido básico de um grupo de pessoas que têm algum tipo de parentesco, próximo ou distante, e que falam o mesmo idioma. As pessoas que formam uma nação ou grupo étnico geralmente moram em um território geográfico definido.

nação: A palavra grega usada aqui, éthnos, é bem abrangente. Ela pode se referir a pessoas que vivem numa região com limites políticos ou geográficos definidos, como um país. Mas também pode se referir a um grupo étnico. — Veja a nota de estudo em Mt 24:14.

se levantará: Ou: “despertará; será instigada”. A palavra grega usada aqui transmite a ideia de “ir contra com hostilidade” e poderia ser traduzida também como “pegar em armas” ou “ir à guerra”.

dores de aflição: A palavra grega para “dores de aflição” se refere literalmente às dores bem fortes que a mulher sente quando está em trabalho de parto. Aqui, ela é usada para se referir de modo geral a aflição, dor e sofrimento. Mas essa palavra também pode indicar que, assim como as dores do parto, os problemas e o sofrimento vão aumentar em frequência, intensidade e duração antes da grande tribulação mencionada em Mt 24:21.

nome: Refere-se ao nome de Deus, representado pelas quatro letras hebraicas יהוה (YHWH) e geralmente traduzido em português como “Jeová”. Na Tradução do Novo Mundo, o nome de Deus aparece 6.979 vezes nas Escrituras Hebraicas e 237 vezes nas Escrituras Gregas Cristãs. (Para mais informações sobre o uso do nome de Deus nas Escrituras Gregas Cristãs, veja os Apêndices A5 e C1.) Na Bíblia, a palavra “nome” também pode se referir à própria pessoa, à sua reputação e a tudo o que ela afirma ser. — Compare com Êx 34:5, 6; Ap 3:4, nota de rodapé.

por causa do meu nome: Na Bíblia, a palavra “nome” pode se referir à própria pessoa, à sua reputação e a tudo o que ela representa. (Veja a nota de estudo em Mt 6:9.) No caso de Jesus, o nome também envolve a autoridade que ele recebeu de Jeová e a posição que ele ocupa. (Mt 28:18; Fil 2:9, 10; He 1:3, 4) Jesus explicou que as pessoas do mundo fariam coisas contra seus seguidores por não conhecerem Aquele que o enviou. Conhecer a Deus ajudaria essas pessoas a entender e aceitar o que o nome de Jesus representa. (At 4:12) Isso inclui a posição de Jesus como o Rei dos reis, o Governante escolhido por Deus, a quem todas as pessoas devem se sujeitar para ganhar a vida. — Jo 17:3; Ap 19:11-16; compare com o Sal 2:7-12.

por causa do meu nome: Na Bíblia, a palavra “nome” pode se referir à própria pessoa, à sua reputação e a tudo o que ela representa. (Veja a nota de estudo em Mt 6:9.) No caso de Jesus, o nome também envolve a autoridade que ele recebeu de Jeová e a posição que ele ocupa. (Mt 28:18; Fil 2:9, 10; He 1:3, 4) Neste versículo, Jesus explicou que as pessoas odiariam os seus discípulos por causa do que o nome dele representa, ou seja, por causa da posição que ele ocupa como o Rei dos reis, o Governante escolhido por Deus, a quem todas as pessoas devem se sujeitar para ganhar a vida. — Veja a nota de estudo em Jo 15:21.

começaram a tropeçar por causa dele: Ou: “ficaram ofendidos com ele”. Neste contexto, a palavra grega skandalízo se refere a tropeçar em sentido figurado, e significa “ficar ofendido”. Ela também poderia ser traduzida aqui como “se recusaram a acreditar nele”. Em outros contextos, skandalízo inclui a ideia de pecar ou levar alguém a pecar. — Veja a nota de estudo em Mt 5:29.

pedras de tropeço: Estudiosos acreditam que a palavra grega skándalon, traduzida como “pedra de tropeço”, se referia originalmente a uma armadilha. Alguns acham que se referia mais especificamente à parte da armadilha em que a isca fica presa. Com o tempo, essa palavra grega começou a ser usada para se referir a qualquer obstáculo que fizesse alguém tropeçar ou cair em sentido literal. Em sentido figurado, skándalon se refere a uma ação ou situação que leva uma pessoa a fazer algo inapropriado, tropeçar em sentido moral ou até mesmo cair no pecado. O texto de Mt 18:8, 9 usa um verbo relacionado (skandalízo), que é traduzido como “fazer tropeçar”. Ele poderia ser traduzido também como “se tornar uma armadilha; levar ao pecado”.

tropeçarão: Nas Escrituras Gregas Cristãs, a palavra grega skandalízo se refere a tropeçar em sentido figurado, o que pode incluir pecar ou levar alguém a pecar. De acordo com o uso da palavra na Bíblia, o “tropeço” poderia envolver perder a fé, aceitar ensinamentos falsos ou desobedecer a uma das leis de moral de Deus. Neste versículo, a palavra skandalízo também poderia ser traduzida como “serão levados a pecar; se desviarão da fé”. Ela também pode ser usada com o sentido de “ficar ofendido”. — Veja as notas de estudo em Mt 13:57; 18:7.

do que é contra a lei: A palavra grega traduzida como ‘o que é contra a lei’ não inclui apenas a ideia de violação das leis, mas também de desprezo por elas; de as pessoas agirem como se não existissem leis. Na Bíblia, ela indica desrespeito pelas leis de Deus. — Mt 7:23; 2Co 6:14; 2Te 2:3-7; 1Jo 3:4.

da maioria: Não se refere apenas a “muitas” pessoas em geral, como algumas Bíblias traduzem, mas à “maioria” das pessoas influenciadas pelos “falsos profetas” e pelo “que é contra a lei”, como diz Mt 24:11, 12.

fim: Ou: “fim completo”. A palavra grega usada aqui (télos) é diferente da palavra syntéleia, usada em Mt 24:3 e traduzida como “final”. — Veja a nota de estudo em Mt 24:3 e o Glossário, “Final do sistema de coisas”.

fim: Ou: “fim completo; fim definitivo”. — Veja as notas de estudo em Mt 24:36.

perseverar: Ou: “persevera”. O verbo grego traduzido como “perseverar” (hypoméno) significa literalmente “permanecer (ficar) embaixo”. Ele muitas vezes é usado no sentido de “ficar em vez de fugir; manter-se firme; permanecer; continuar decidido”. (Mt 10:22; Ro 12:12; He 10:32; Tg 5:11) Neste contexto, “perseverar” significa continuar agindo como discípulos de Cristo apesar de oposição ou dificuldades. — Mt 24:9-12.

fim: Veja as notas de estudo em Mt 24:614.

Reino: Primeira vez que a palavra grega basileía aparece. Ela se refere a um governo que tem um rei, e pode se referir também ao território e aos povos governados por um rei. Das 162 vezes em que essa palavra grega aparece nas Escrituras Gregas Cristãs, 55 são no livro de Mateus, e a maioria delas se refere ao Reino de Deus no céu. Mateus usa basileía tantas vezes que o livro dele poderia ser chamado de Evangelho do Reino. — Veja o Glossário, “Reino de Deus”.

as boas novas: Primeira vez que a palavra grega euaggélion aparece. Em algumas Bíblias, ela é traduzida como “evangelho”. Uma palavra grega relacionada, euaggelistés, que é traduzida como “evangelizador”, significa “proclamador de boas novas (boas notícias)”. — At 21:8; notas de rodapé em Ef 4:11 e 2Ti 4:5.

Reino de Deus: Nas Escrituras Gregas Cristãs, as boas novas estão fortemente ligadas ao Reino de Deus, que era o tema principal do que Jesus pregava e ensinava. A expressão “Reino de Deus” aparece 32 vezes em Lucas, 14 vezes em Marcos e 4 vezes em Mateus. Mas Mateus usa a expressão paralela “Reino dos céus” umas 30 vezes. — Veja as notas de estudo em Mt 3:2; 24:14; Mr 1:15.

pregar: A palavra grega traduzida como “pregar” tem o sentido básico de “proclamar como um mensageiro público”. A palavra enfatiza como a proclamação é feita: geralmente de modo público, aberto, para todos ouvirem, em vez de um simples sermão para um grupo.

final: Ou: “conclusão”. Tradução da palavra grega syntéleia, que significa “fim conjunto; fim combinado; término simultâneo”. (Mt 13:39, 40, 49; 28:20; He 9:26) Essa palavra se refere a um período de tempo em que vários eventos aconteceriam juntos, levando ao “fim” completo (em grego, télos) mencionado em Mt 24:6, 14. — Veja as notas de estudo em Mt 24:614 e o Glossário, “Final do sistema de coisas”.

fim: Ou: “fim completo”. A palavra grega usada aqui (télos) é diferente da palavra syntéleia, usada em Mt 24:3 e traduzida como “final”. — Veja a nota de estudo em Mt 24:3 e o Glossário, “Final do sistema de coisas”.

estas boas novas: A palavra grega euaggélion é formada por duas palavras: eu, que significa “bom; bem”, e aggéllos, que significa “alguém que traz notícias; alguém que proclama (anuncia)”. (Veja o Glossário.) Em algumas Bíblias em português ela é traduzida como “evangelho”. Uma palavra relacionada, “evangelizador” (em grego, euaggelistés), significa “proclamador de boas novas (boas notícias)”. — At 21:8; notas de rodapé em Ef 4:11 e 2Ti 4:5.

do Reino: Ou seja, do Reino de Deus. Nas Escrituras Gregas Cristãs, as “boas novas” (veja a nota de estudo em estas boas novas neste versículo) estão diretamente ligadas ao Reino de Deus, que foi o tema da pregação e do ensino de Jesus. — Veja as notas de estudo em Mt 3:2; 4:23; Lu 4:43.

pregadas: Ou: “proclamadas publicamente”. — Veja a nota de estudo em Mt 3:1.

toda a terra habitada . . . todas as nações: As duas expressões destacam o alcance do trabalho de pregação. Em sentido amplo, a palavra grega traduzida como “terra habitada” (oikouméne) se refere às partes da Terra em que há pessoas morando. (Lu 4:5; At 17:31; Ro 10:18; Ap 12:9; 16:14) No século 1 d.C., essa palavra também era usada para se referir ao enorme território do Império Romano, por onde os judeus haviam sido espalhados. (Lu 2:1; At 24:5) Já a palavra grega traduzida como “nação” (éthnos), tem o sentido básico de um grupo de pessoas que têm algum tipo de parentesco, próximo ou distante, e que falam o mesmo idioma. As pessoas que formam uma nação ou grupo étnico geralmente moram em um território geográfico definido.

em testemunho: A palavra grega martýrion (testemunho) e outras palavras gregas relacionadas se referem a relatar fatos e acontecimentos ligados a um determinado assunto. (Veja a nota de estudo em At 1:8.) Jesus estava garantindo que todas as nações teriam a chance de ouvir as boas novas. Ele estava predizendo que seria dado um testemunho mundial sobre os acontecimentos relacionados ao Reino de Deus, incluindo o que o Reino realizaria. Ele indicou que a obra mundial de pregação sobre o Reino seria uma parte importante do “sinal da sua presença”. (Mt 24:3) O fato de Jesus ter dito que todas as nações receberiam esse testemunho significa apenas que elas teriam a chance de ouvir as boas novas, e não que esse testemunho as levaria a se converterem.

fim: Ou: “fim completo; fim definitivo”. — Veja as notas de estudo em Mt 24:36.

a Festividade da Dedicação: O nome hebraico desta festividade é Hanuká (hhanukkáh), que significa “inauguração; dedicação”. Ela durava oito dias e começava no dia 25 do mês de quisleu, perto do solstício de inverno. (Veja a nota de estudo em inverno neste versículo e o Apêndice B15.) Essa festividade comemorava a rededicação do templo de Jerusalém, que aconteceu em 165 a.C. O rei sírio Antíoco IV (Epifânio) tinha profanado o templo para demonstrar seu desprezo por Jeová, o Deus dos judeus. Por exemplo, ele construiu um altar em cima do grande altar de Jeová onde as ofertas queimadas eram feitas diariamente. Em 25 de quisleu de 168 a.C., para profanar completamente o templo de Jeová, Antíoco sacrificou porcos no altar e mandou aspergir em todo o templo o caldo feito com a carne deles. Ele queimou os portões do templo, derrubou as salas dos sacerdotes e levou embora o altar de ouro, a mesa dos pães da apresentação e o candelabro de ouro. Depois, ele dedicou o templo de Jeová ao deus pagão Zeus, do Olimpo. Dois anos mais tarde, Judas Macabeu reconquistou a cidade e o templo. O templo foi purificado e, em 25 de quisleu de 165 a.C., foi rededicado. Isso aconteceu exatamente três anos depois de Antíoco ter feito seu sacrifício repugnante a Zeus no altar do templo. Daí, as ofertas queimadas voltaram a ser feitas a Jeová diariamente. Nas Escrituras inspiradas, não há nenhuma declaração direta que indique que Jeová tenha dado a vitória a Judas Macabeu e que o tenha orientado a restaurar o templo. Mas, antes disso, Jeová tinha usado homens de outras nações para realizar a sua vontade em relação à adoração verdadeira, como por exemplo, Ciro, da Pérsia. (Is 45:1) Então é razoável concluir que Jeová pode ter usado um homem do seu povo dedicado para cumprir a sua vontade. As Escrituras mostram que o templo tinha que estar de pé e funcionando para que se cumprissem as profecias sobre o Messias, sobre seu ministério e sobre sua morte sacrificial. Além disso, os sacrifícios especificados na Lei deveriam continuar sendo oferecidos até que o Messias fizesse o maior dos sacrifícios, dar sua vida em favor da humanidade. (Da 9:27; Jo 2:17; He 9:11-14) Os seguidores de Cristo não receberam a ordem de celebrar a Festividade da Dedicação. (Col 2:16, 17) Mas não há registro de que Jesus ou seus discípulos tenham condenado a celebração dessa festividade.

cidade santa: Refere-se à Jerusalém. Ela é muitas vezes chamada de santa porque o templo de Jeová ficava ali. — Ne 11:1; Is 52:1.

a coisa repugnante que causa desolação: O profeta Daniel predisse uma “desolação” e falou que ela estaria ligada com “coisas repugnantes”. (Da 9:27) Aqui neste versículo, Jesus indicou que “a coisa repugnante que causa desolação” ainda estava por vir. Trinta e três anos depois da morte de Jesus, os cristãos presenciaram o primeiro cumprimento dessa profecia quando viram a coisa repugnante estar num lugar santo. O relato paralelo em Lu 21:20 diz: “Quando virem Jerusalém cercada por exércitos acampados, então saibam que está próxima a desolação dela.” Em 66 d.C., exércitos romanos cercaram “a cidade santa”, Jerusalém, que era considerada pelos judeus como um lugar sagrado e era o centro da revolta contra Roma. (Mt 4:5; 27:53) Os cristãos que tinham discernimento reconheceram que o exército romano com suas bandeiras idólatras era “a coisa repugnante” e que esse era o cumprimento do último sinal para ‘fugirem para os montes’. (Mt 24:15, 16; Lu 19:43, 44; 21:20-22) Depois que os cristãos fugiram, os romanos destruíram, não só a cidade de Jerusalém, mas a nação inteira. A cidade foi destruída em 70 d.C., e o último foco de resistência, a fortaleza de Massada, caiu diante dos romanos em 73 d.C. (Compare com Da 9:25-27.) Esse primeiro cumprimento da profecia de Jesus aumenta a confiança de que o cumprimento maior dela também ocorrerá, incluindo a parte final, que fala da vinda de Jesus “nas nuvens do céu, com poder e grande glória”. (Mt 24:30) Apesar de Jesus ter afirmado que a profecia de Daniel se cumpriria depois de seus dias, muitos seguem a tradição judaica e aplicam as palavras de Daniel sobre “a coisa repugnante que causa desolação” a um acontecimento anterior. Eles dizem que essas palavras se cumpriram quando o rei sírio Antíoco IV (Epifânio) profanou o templo em Jerusalém em 168 a.C. O rei Antíoco tentou eliminar a adoração de Jeová, chegando a construir um altar em cima do grande altar de Jeová, onde sacrificou porcos como oferta ao deus pagão Zeus. (Veja a nota de estudo em Jo 10:22.) O livro apócrifo de 1 Macabeus (1:54) tem uma declaração parecida com a de Daniel, associando coisas repugnantes com desolação, e aplica isso ao que aconteceu em 168 a.C. Mas tanto a tradição judaica como o relato em 1 Macabeus são interpretações humanas e não foram inspiradas por Deus. Aquilo que Antíoco fez, profanando o templo, foi realmente repugnante, mas não resultou na destruição de Jerusalém, do templo ou da nação judaica.

lugar santo: No primeiro cumprimento dessa profecia, se refere a Jerusalém e ao templo. — Veja a nota de estudo em Mt 4:5.

(que o leitor use de discernimento): É sempre necessário usar de discernimento ao estudar a Bíblia. Mas, aqui, Jesus parece estar indicando que o discernimento seria ainda mais necessário para perceber o cumprimento dessa parte da profecia de Daniel. Jesus estava alertando seus discípulos de que o cumprimento dela ainda estava no futuro. — Veja a nota de estudo em a coisa repugnante que causa desolação neste versículo.

Judeia: Ou seja, a província romana da Judeia.

para os montes: De acordo com o historiador Eusébio, que viveu no século 4 d.C., os cristãos da Judeia e de Jerusalém cruzaram o rio Jordão e fugiram para Pela, uma cidade que ficava numa região montanhosa em Decápolis.

no terraço: As casas tinham um terraço que podia ser usado para várias coisas, como por exemplo, estocar materiais (Jos 2:6), descansar (2Sa 11:2), dormir (1Sa 9:26) e celebrar as festividades religiosas (Ne 8:16-18). É por isso que a Lei mosaica exigia que os terraços tivessem um parapeito. (De 22:8) Geralmente, os terraços tinham uma escada externa que permitia descer direto para a rua, sem precisar passar por dentro da casa. Isso ajuda a entender o que Jesus estava dizendo: seus discípulos precisariam fugir com a máxima urgência.

no inverno: Nessa estação do ano ocorriam chuvas fortes e enchentes, e fazia muito frio. Isso tornava mais difícil viajar e encontrar alimento e abrigo. — Esd 10:9, 13.

no sábado: Em territórios como a Judeia, as restrições relacionadas com a lei do sábado tornavam mais difícil que uma pessoa viajasse grandes distâncias e transportasse cargas. Além disso, os portões das cidades ficavam fechados durante o sábado. — Veja At 1:12 e o Apêndice B12-A.

o Cristo: Em grego, ho Khristós, título que equivale a “o Messias” (do hebraico mashíahh). Tanto “Cristo” como “Messias” significam “ungido”. O historiador judeu Josefo escreveu que no século 1 d.C. surgiram homens que afirmavam ser profetas ou libertadores e prometiam acabar com a opressão do Império Romano. Os seguidores desses homens talvez os encarassem como Messias políticos, ou seja, pessoas escolhidas por Deus para trazer liberdade política.

falsos cristos: Ou: “falsos messias”. A palavra grega pseudókhristos aparece apenas aqui e no relato paralelo de Mr 13:22. Ela se refere a qualquer pessoa que diz ser o Cristo, ou o Messias (lit.: “ungido”), mas na verdade não é.— Veja a nota de estudo em Mt 24:5.

Vejam!: A palavra grega idoú, que às vezes é traduzida como “veja” ou “vejam”, costuma ser usada para chamar a atenção do leitor para o que vai ser dito em seguida. Ela incentiva o leitor a visualizar a cena ou a observar algum detalhe da narrativa. Também é usada para enfatizar algo ou para apresentar algo novo ou surpreendente. Nas Escrituras Gregas Cristãs, os livros de Mateus, Lucas e Apocalipse são os que mais usam essa palavra. Em hebraico existe uma expressão equivalente, e ela é usada muitas vezes nas Escrituras Hebraicas.

Prestem atenção!: Ou: “Vejam!” Veja a nota de estudo em Mt 1:23.

presença: A palavra grega parousía (traduzida em muitas Bíblias como “vinda” ou “volta”) significa literalmente “estar ao lado”. Não se refere simplesmente a vir ou chegar, mas sim a estar presente durante um período de tempo. Esse sentido de parousía é indicado por Mt 24:37-39, que compara “os dias de Noé . . . antes do dilúvio” com “a presença do Filho do Homem”. Paulo também usou essa palavra grega em Fil 2:12 ao fazer um contraste entre sua “presença” e sua “ausência”.

Filho do Homem: Ou: “Filho de um Humano”. Essa expressão aparece umas 80 vezes nos Evangelhos, e Jesus a usava para se referir a ele mesmo. Pelo visto, ele queria destacar que era realmente um humano, nascido de uma mulher, e que era um equivalente perfeito de Adão. Assim, ele poderia dar a sua vida para livrar a humanidade do pecado e da morte. (Ro 5:12, 14, 15) A expressão também mostrava que Jesus era o Messias, ou o Cristo. — Da 7:13, 14; veja o Glossário.

presença: Veja a nota de estudo em Mt 24:3.

Filho do Homem: Veja a nota de estudo em Mt 8:20.

o sinal do Filho do Homem: Este sinal não é o mesmo que ‘o sinal da presença de Jesus’, mencionado em Mt 24:3. O sinal do Filho do Homem está ligado com a ‘vinda’ de Jesus como Juiz para proferir sentença e executar julgamento durante a grande tribulação. — Veja a nota de estudo em vir neste versículo.

baterão no peito, de pesar: Ou: “lamentarão”. Nos tempos bíblicos, era costume bater repetidamente no peito para expressar tristeza profunda, culpa ou arrependimento. — Is 32:12; Na 2:7; Lu 23:48.

verão: O verbo grego traduzido como “ver” pode significar literalmente “ver um objeto; olhar; observar”, mas também pode ser usado como uma metáfora com o sentido de “ver com a mente”, ou seja, “entender; perceber”. — Ef 1:18.

vir: Esta é a primeira das oito referências feitas à vinda de Jesus nos capítulos 24 e 25 de Mateus. (Mt 24:42, 44, 46; 25:10, 19, 27, 31) Em todas elas, foi usada uma forma do verbo grego érkhomai (vir). Aqui, o verbo tem o sentido de “voltar a atenção para a humanidade” e se refere, mais especificamente, a Jesus “vir” como Juiz para proferir sentença e executar julgamento durante a grande tribulação.

nas nuvens do céu: As nuvens geralmente dificultam a visão em vez de facilitar, mas os observadores ‘veriam’ em sentido figurado, ou seja, entenderiam o significado dos acontecimentos. — At 1:9.

os quatro ventos: Expressão idiomática que se refere aos quatro pontos cardeais (norte, sul, leste e oeste) e quer dizer “todas as direções; todo lugar”. — Je 49:36; Ez 37:9; Da 8:8.

ilustrações: Ou: “parábolas”. A palavra grega parabolé significa literalmente “colocar ao lado (junto)”, e pode se referir a uma parábola, um provérbio ou uma comparação. Jesus muitas vezes explicava uma coisa por ‘colocá-la ao lado’ de algo, ou seja, por compará-la com outra coisa parecida. (Mr 4:30) As ilustrações de Jesus eram curtas, e muitas vezes eram histórias fictícias que ensinavam uma lição de moral ou uma verdade espiritual.

ilustração: Ou: “parábola; lição”. — Veja a nota de estudo em Mt 13:3.

ele: Ou seja, o Filho do Homem.

Céu e terra passarão: Outros textos bíblicos mostram que o céu e a terra literais vão durar para sempre. (Gên 9:​16; Sal 104:5; Ec 1:4) Assim, essas palavras de Jesus podem ser entendidas como uma hipérbole. Ou seja, mesmo se acontecesse o impossível (se o céu e a terra de fato passassem, ou deixassem de existir), ainda assim as palavras dele se cumpririam. (Compare com Mt 5:​18.) Mas é bem possível que o céu e a terra mencionados aqui se refiram ao céu e à terra simbólicos, chamados de “o céu anterior e a terra anterior” em Ap 21:1.

as minhas palavras de modo algum passarão: Ou: “as minhas palavras com certeza não passarão”. Aqui, o texto grego usa junto com o verbo duas palavras que significam “não”, negando de modo enfático a ideia apresentada. Essa construção deixa bem claro que as palavras de Jesus se cumpririam com certeza.

presença: A palavra grega parousía (traduzida em muitas Bíblias como “vinda” ou “volta”) significa literalmente “estar ao lado”. Não se refere simplesmente a vir ou chegar, mas sim a estar presente durante um período de tempo. Esse sentido de parousía é indicado por Mt 24:37-39, que compara “os dias de Noé . . . antes do dilúvio” com “a presença do Filho do Homem”. Paulo também usou essa palavra grega em Fil 2:12 ao fazer um contraste entre sua “presença” e sua “ausência”.

presença: A palavra grega parousía (traduzida em muitas Bíblias como “vinda” ou “volta”) significa literalmente “estar ao lado”. Não se refere simplesmente a vir ou chegar, mas sim a estar presente durante um período de tempo. Esse sentido de parousía é indicado por Mt 24:37-39, que compara “os dias de Noé . . . antes do dilúvio” com “a presença do Filho do Homem”. Paulo também usou essa palavra grega em Fil 2:12 ao fazer um contraste entre sua “presença” e sua “ausência”.

os dias de Noé: A Bíblia às vezes usa a expressão “os dias de” para se referir à época em que uma determinada pessoa viveu. (Is 1:1; Je 1:2, 3; Lu 17:28) Aqui, Jesus comparou “os dias de Noé” com a presença do Filho do Homem. Ao falar do mesmo assunto em outra ocasião, ele usou a expressão “nos dias do Filho do Homem”. (Lu 17:26) Jesus comparou sua presença com “os dias de Noé”, que duraram anos, e não apenas com o dia em que o Dilúvio começou. Assim, faz sentido acreditar que “a presença [ou, “os dias”] do Filho do Homem” também envolva um período de anos. Mas, da mesma forma que os dias de Noé tiveram um clímax quando chegou o Dilúvio, a “presença” de Jesus (seus “dias”) também terá um clímax quando todos os que não tiverem buscado a salvação forem destruídos. — Veja a nota de estudo em Mt 24:3.

presença: Veja a nota de estudo em Mt 24:3.

dilúvio: Ou: “grande inundação; cataclismo”. A palavra grega kataklysmós passa a ideia de uma grande enchente que causa muita destruição. A Bíblia usa essa palavra quando se refere ao Dilúvio dos dias de Noé. — Mt 24:39; Lu 17:27; 2Pe 2:5.

arca: A palavra grega usada aqui também pode ser traduzida como “baú; caixa” e pode indicar que a arca parecia uma caixa bem grande. A Vulgata usa aqui a palavra latina arca, que tem o mesmo significado e deu origem à palavra portuguesa “arca”.

será levada: A palavra grega traduzida aqui como “será levada” é usada em diversos contextos, muitas vezes em sentido positivo. Ela já foi traduzida como “levar para casa” (Mt 1:20), “levou” (Mt 17:1) e “levarei comigo” (Jo 14:3). Aqui, ela pelo visto se refere a receber a aprovação de Jesus, o “Senhor”, e ser salvo. (Lu 17:37) Além disso, ela também pode ter ligação com o que aconteceu com Noé, que foi levado para dentro da arca no dia do Dilúvio, e com Ló, que foi levado pela mão para fora de Sodoma. (Lu 17:26-29) Nesse caso, dizer que a pessoa foi abandonada significaria que ela foi julgada e condenada à destruição.

será levado . . . será abandonado: Veja a nota de estudo em Lu 17:34.

mantenham-se vigilantes: Lit.: “fiquem acordados”. Jesus já tinha avisado seus discípulos sobre a importância de continuar espiritualmente acordados, pois eles não sabiam em que dia e hora ele viria. (Veja as notas de estudo em Mt 24:42; 25:13.) Ele repete esse aviso aqui neste versículo e em Mt 26:41, onde diz que é importante perseverar em oração para continuar espiritualmente acordado. Outros livros das Escrituras Gregas Cristãs contêm avisos parecidos, mostrando que continuar espiritualmente desperto é vital para os verdadeiros cristãos. — 1Co 16:13; Col 4:2; 1Te 5:6; 1Pe 5:8; Ap 16:15.

mantenham-se vigilantes: A palavra grega usada aqui tem o sentido básico de “ficar (continuar) acordado”, mas em muitos contextos quer dizer “ficar alerta; estar atento”. Mateus usa essa palavra em Mt 24:43; 25:13 e 26:38, 40, 41. Em Mt 24:44, ele relaciona essa atitude vigilante com a necessidade de estar “prontos”. — Veja a nota de estudo em Mt 26:38.

administrador: Ou: “administrador da casa; mordomo”. A palavra grega usada aqui, oikonómos, se refere a uma pessoa que, apesar de ser um servo, tinha autoridade sobre outros servos. Essa era uma função de grande confiança, já que o administrador supervisionava todos os assuntos relacionados ao seu senhor. Nos tempos antigos, a pessoa escolhida para essa função muitas vezes era um escravo fiel. O servo de Abraão “que administrava tudo o que [Abraão] possuía” é um exemplo de alguém que tinha essa função. (Gên 24:2) Conforme mostra Gên 39:4, José também serviu como administrador. Em sua ilustração, Jesus usou a palavra “administrador” no singular, mas isso não quer dizer que ele estivesse se referindo a apenas uma pessoa. A Bíblia às vezes usa palavras no singular para se referir a grupos. Um exemplo disso está em Is 43:10, onde Jeová disse à nação de Israel: “Vocês são as minhas testemunhas [plural] . . . meu servo [singular] a quem escolhi.” Aqui em Lucas, o administrador da ilustração de Jesus representa um grupo. Em outra ocasião, quando Jesus fez uma ilustração sobre o mesmo assunto, ele chamou o administrador de “escravo fiel e prudente”. — Mt 24:45.

escravo: Em sua ilustração, Jesus usou a palavra “escravo” no singular, mas isso não quer dizer que ele estivesse se referindo a apenas uma pessoa. A Bíblia às vezes usa palavras no singular para se referir a grupos. Um exemplo disso está em Is 43:10, onde Jeová disse à nação de Israel: “Vocês são as minhas testemunhas [plural] . . . sim, meu servo [singular] a quem escolhi.” Em outra ocasião, registrada em Lu 12:42, Jesus fez uma ilustração sobre o mesmo assunto e chamou o escravo de “administrador fiel, o prudente”. — Veja a nota de estudo em Lu 12:42.

prudente: A palavra grega usada aqui passa a ideia de alguém que tem entendimento e é perspicaz, prevenido, discernidor, sensato, sábio e prático. A mesma palavra grega é usada em Mt 7:24 e 25:24, 8, 9. A Septuaginta usa essa palavra em Gên 41:33, 39 para se referir a José.

seus domésticos: Ou: “seus servos domésticos”. Refere-se a todos os que trabalham na casa do senhor, ou amo.

vir: Esta é a primeira das oito referências feitas à vinda de Jesus nos capítulos 24 e 25 de Mateus. (Mt 24:42, 44, 46; 25:10, 19, 27, 31) Em todas elas, foi usada uma forma do verbo grego érkhomai (vir). Aqui, o verbo tem o sentido de “voltar a atenção para a humanidade” e se refere, mais especificamente, a Jesus “vir” como Juiz para proferir sentença e executar julgamento durante a grande tribulação.

aquele escravo: O escravo mencionado aqui é o administrador de Lu 12:42. Se “aquele escravo” fosse fiel, ele seria recompensado. (Lu 12:43, 44) Por outro lado, se fosse infiel, seria punido “com a maior severidade”. (Lu 12:46) Neste versículo, Jesus estava, na verdade, dando um alerta para o administrador fiel. O mesmo acontece em Mt 24:45-51, onde Jesus fez uma ilustração parecida e usou as palavras “se aquele escravo mau disser no coração”. Ele não estava predizendo ou determinando que existiria um “escravo mau”. Em vez disso, ele estava alertando o escravo fiel sobre o que aconteceria se ele começasse a desenvolver características de um escravo mau.

aquele escravo mau: Neste versículo, Jesus estava, na verdade, dando um alerta para o escravo fiel e prudente, mencionado em Mt 24:45. Ele não estava predizendo ou determinando que existiria um “escravo mau”. Em vez disso, ele estava alertando o escravo fiel sobre o que aconteceria se ele começasse a desenvolver características de um escravo mau. Se aquele escravo fosse infiel, seria punido “com a maior severidade”. — Mt 24:51; veja a nota de estudo em Lu 12:45.

hipócritas: A palavra grega hypokrités era usada originalmente para se referir aos atores do teatro grego (e, mais tarde, do romano) que usavam máscaras grandes que aumentavam o volume da voz. Depois, a palavra começou a ser usada como uma metáfora para se referir a pessoas que escondem suas intenções ou sua personalidade e fingem ser o que não são. Os “hipócritas” mencionados aqui por Jesus eram os líderes religiosos judaicos. — Mt 6:5, 16.

ranger dos seus dentes: Ou: “apertar os seus dentes”. Expressão que pode indicar angústia, desespero e raiva. Dá a ideia de que a pessoa pode até falar coisas que ofendem ou agir com violência.

o punirá com a maior severidade: Lit.: “o cortará em dois”. É claro que essa expressão forte não deve ser entendida literalmente. Ela transmite a ideia de um castigo bem severo.

hipócritas: Veja a nota de estudo em Mt 6:2.

ranger dos seus dentes: Veja a nota de estudo em Mt 8:12.

Mídia

Pedras do Monte do Templo
Pedras do Monte do Templo

Acredita-se que estas pedras, encontradas na parte sul do Muro Ocidental, fizessem parte do conjunto de prédios que ficava no Monte do Templo no século 1 d.C. Elas servem como uma amarga lembrança da destruição de Jerusalém e do templo pelos romanos.

Monte das Oliveiras
Monte das Oliveiras

O monte das Oliveiras (1) é uma cadeia de colinas arredondadas de calcário, ao leste de Jerusalém. O vale do Cédron fica entre essas colinas e Jerusalém. Uma dessas colinas, de aproximadamente 812 metros de altitude, fica de frente para o Monte do Templo (2). Quando a Bíblia menciona o monte das Oliveiras, geralmente se refere a essa colina. Foi no monte das Oliveiras que Jesus explicou o sinal da sua presença aos seus discípulos.

Capa
Capa

A palavra grega himátion, traduzida como “capa” ou “roupa”, provavelmente corresponde à palavra hebraica simláh. Muitas vezes era apenas um tecido retangular semelhante a uma manta, mas em alguns casos parece se referir a um tipo de colete aberto e comprido. Era fácil de colocar e de tirar.

Figueira
Figueira

A foto mostra um ramo de figueira na primavera, com as folhas e os figos temporãos brotando juntos. Em Israel, os primeiros botões aparecem nos ramos da figueira em fevereiro. As folhas aparecem no final de abril ou em maio, indicando que o verão está próximo. (Mt 24:32) As figueiras produzem duas safras por ano. Os primeiros figos, ou figos temporãos, amadurecem em junho ou no início de julho. (Is 28:4; Je 24:2; Os 9:10) Os figos da safra principal crescem nos ramos novos e geralmente ficam maduros de agosto em diante.

Moinho manual
Moinho manual

O moinho giratório manual era um dos tipos de moinho usados nos tempos bíblicos. (Lu 17:35) Para usar esse moinho, geralmente duas mulheres se sentavam uma de frente para a outra, e as duas juntas seguravam a manivela com uma das mãos para girar a pedra superior. Uma das mulheres usava sua outra mão para derramar os grãos aos poucos na abertura da pedra superior. A farinha que saía da borda do moinho caía numa bandeja ou num pano estendido por baixo do moinho. Então, a outra mulher recolhia a farinha com sua mão livre. As mulheres levantavam cedo todos os dias para moer a farinha que seria necessária para o pão daquele dia.