Aos Filipenses 2:1-30

2  Se há, pois, algum encorajamento em Cristo, algum consolo de amor, algum companheirismo espiritual, algum terno sentimento e compaixão,+  tornem plena a minha alegria por terem o mesmo modo de pensar e o mesmo amor, sendo plenamente unidos, tendo o mesmo pensamento.+  Não façam nada por rivalidade+ nem por presunção;+ mas, com humildade, considerem os outros superiores a vocês,+  buscando não somente os seus próprios interesses,+ mas também os interesses dos outros.+  Mantenham a mesma atitude que Cristo Jesus teve:+  embora ele existisse em forma de Deus,+ não pensou numa usurpação, isto é, em ser igual a Deus.+  Pelo contrário, ele abriu mão de tudo que tinha, assumiu a forma de escravo+ e se tornou humano.*+  Mais do que isso, quando veio como homem, ele se humilhou e se tornou obediente a ponto de enfrentar a morte,+ sim, morte numa estaca.+  Por essa razão, Deus o enalteceu a uma posição superior+ e lhe deu bondosamente o nome que está acima de todo outro nome,+ 10  a fim de que, diante do nome de Jesus, se dobre todo joelho — dos que estão no céu, na terra e debaixo do chão+ 11  e toda língua reconheça abertamente que Jesus Cristo é Senhor,+ para a glória de Deus, o Pai. 12  Portanto, meus amados, assim como vocês sempre obedeceram, não somente durante a minha presença, porém com muito mais prontidão agora durante a minha ausência, persistam em produzir a sua própria salvação com temor e tremor. 13  Pois Deus é aquele que, segundo o que lhe agrada, está agindo em vocês, e lhes dá tanto o desejo como o poder de agir.+ 14  Continuem fazendo todas as coisas sem queixas+ nem discussões,+ 15  para que venham a ser irrepreensíveis e inocentes, filhos de Deus+ sem defeito no meio de uma geração pervertida e corrompida,+ no meio da qual vocês estão brilhando como iluminadores no mundo,+ 16  mantendo-se firmemente agarrados à palavra da vida.+ Então terei motivo para me alegrar no dia de Cristo,+ por saber que eu não corri em vão nem me esforcei tanto em vão. 17  Contudo, mesmo que eu esteja sendo derramado como oferta de bebida+ sobre o sacrifício+ e o serviço sagrado que provém da sua fé,* me alegro e compartilho a minha alegria com todos vocês. 18  Do mesmo modo, vocês também devem se alegrar e compartilhar a sua alegria comigo. 19  Espero no Senhor Jesus lhes enviar em breve Timóteo,+ para que eu fique encorajado ao receber notícias de vocês. 20  Pois não tenho a nenhum outro de disposição igual à dele, que cuidará genuinamente de vocês.+ 21  Pois todos os outros estão buscando os seus próprios interesses, não os de Jesus Cristo. 22  Mas vocês conhecem a prova que ele deu de si mesmo: ele trabalhou como escravo comigo na promoção das boas novas, como um filho+ junto ao pai. 23  Portanto, é a ele que espero enviar assim que eu souber o que vai acontecer comigo. 24  De fato, estou confiante* no Senhor em que eu mesmo irei também em breve.+ 25  Mas, no momento, acho necessário lhes enviar Epafrodito, meu irmão, colaborador e companheiro de batalha, aquele que vocês enviaram para servir às minhas necessidades pessoais,+ 26  visto que ele deseja muito ver a todos vocês e está deprimido por terem ouvido que ele ficou doente. 27  De fato, ele adoeceu quase a ponto de morrer. Mas Deus teve misericórdia dele; na verdade, não só dele, mas também de mim, para que eu não tivesse uma tristeza após outra. 28  Por isso eu o envio com a maior urgência, para que, quando o virem, vocês se alegrem novamente, e eu fique menos ansioso. 29  Portanto, acolham-no como é de costume no Senhor, com toda a alegria, e continuem a prezar homens como ele,+ 30  porque ele quase morreu por causa da obra de Cristo, arriscando a vida para compensar o fato de que vocês não estavam aqui para prestar serviço a mim.+

Notas de rodapé

Lit.: “veio a ser na semelhança de humanos”.
Ou: “serviço sagrado a que a sua fé os conduziu”.
Ou: “eu confio”.

Notas de estudo

encoraje: Ou: “exorte”. O substantivo grego paráklesis, traduzido aqui como “encoraje”, está relacionado com o verbo parakaléo, que significa literalmente “chamar para o seu lado”. Esse substantivo muitas vezes passa a ideia de “encorajamento” (At 13:15; Fil 2:1) ou “consolo” (Ro 15:4; 2Co 1:3, 4; 2Te 2:16). Assim como acontece com o verbo parakaléo (que também aparece neste versículo), o substantivo paráklesis pode passar a ideia de “exortação” e foi traduzido assim em alguns versículos. (1Te 2:3; 1Ti 4:13; He 12:5) O fato de essas duas palavras gregas poderem passar a ideia tanto de “exortação” como de “encorajamento” e “consolo” indica que os cristãos não deveriam nunca exortar alguém de maneira dura ou desamorosa.

à convivência uns com os outros: Ou: “a partilhar uns com os outros”. O sentido básico da palavra grega koinonía é “partilhar; ter companheirismo”. Essa palavra também foi usada várias vezes nas cartas de Paulo. (1Co 1:9 [“estarem em união”]; 10:16 [“uma participação”]; 2Co 6:14 [“em comum”]; 13:14 [“participação”]) O contexto mostra que o companheirismo que existia entre os cristãos não era algo superficial. Ele envolvia uma forte amizade.

sendo plenamente unidos: A palavra grega usada aqui (sýnpsykhos) é formada pelas palavras syn (com; junto) e psykhé (algumas vezes traduzida como “alma”) e poderia ser traduzida como “unidos (unificados) na alma”. Paulo usou essa expressão e várias outras relacionadas à união para destacar que os cristãos em Filipos deveriam se esforçar para ser unidos. — Veja a nota de estudo em Fil 2:1.

sejam um: Ou: “estejam em união”. Jesus orou para que seus verdadeiros seguidores fossem “um”, ou seja, que trabalhassem unidos com o mesmo objetivo. Assim, eles seriam como ele e seu Pai, que também são “um” porque pensam da mesma forma e cooperam um com o outro. (Jo 17:22) Em 1Co 3:6-9, Paulo fala sobre esse tipo de união entre os cristãos, que cooperam uns com os outros e com Deus. — Veja 1Co 3:8 e as notas de estudo em Jo 10:30; 17:11.

encorajamento . . . consolo: Paulo usou aqui dois substantivos gregos que têm um significado parecido. A palavra traduzida como “encorajamento” (paráklesis) é bem abrangente. Ela pode ser traduzida como “encorajamento”, assim como acontece aqui e em outros lugares (At 13:15; He 6:18). Também pode ser traduzida como “exortação” (1Te 2:3; 1Ti 4:13; He 12:5) ou como “consolo” (Ro 15:4; 2Co 1:3, 4; 2Te 2:16). (Veja a nota de estudo em Ro 12:8.) A outra palavra grega (paramýthion), traduzida como “consolo”, vem de um verbo grego que significa “consolar; animar” ou “falar com alguém de modo positivo e bondoso”. (Veja também a nota de estudo em 1Co 14:3.) Paulo parece indicar que, se os filipenses encorajassem e consolassem uns aos outros, eles iriam fortalecer a união da congregação. — Fil 2:2.

algum companheirismo espiritual: Ou: “algum compartilhamento de espírito”. Essa expressão se refere a uma forte amizade em que as pessoas têm os mesmos interesses e estão dispostas a compartilhar coisas com outros. (Veja a nota de estudo em At 2:42, que explica a palavra grega para “partilhar; ter companheirismo”.) Neste versículo e no próximo, Paulo indica que, quando os cristãos se empenham juntos por alvos espirituais e agem de acordo com a orientação do espírito santo de Deus, eles desenvolvem uma união que o mundo não pode destruir. (Veja a nota de estudo em Fil 2:2.) Um dicionário bíblico comenta o seguinte sobre a palavra grega usada neste versículo: “Esse compartilhamento requer uma atitude mental que coloque a outra pessoa acima de si mesmo.” — 2Co 13:14; veja a nota de estudo em Jo 17:21.

terno sentimento: Neste contexto, o termo grego traduzido como “terno sentimento” (splágkhnon) se refere a sentimentos bem profundos, a emoções intensas. — Veja a nota de estudo em 2Co 6:12.

algum companheirismo espiritual: Ou: “algum compartilhamento de espírito”. Essa expressão se refere a uma forte amizade em que as pessoas têm os mesmos interesses e estão dispostas a compartilhar coisas com outros. (Veja a nota de estudo em At 2:42, que explica a palavra grega para “partilhar; ter companheirismo”.) Neste versículo e no próximo, Paulo indica que, quando os cristãos se empenham juntos por alvos espirituais e agem de acordo com a orientação do espírito santo de Deus, eles desenvolvem uma união que o mundo não pode destruir. (Veja a nota de estudo em Fil 2:2.) Um dicionário bíblico comenta o seguinte sobre a palavra grega usada neste versículo: “Esse compartilhamento requer uma atitude mental que coloque a outra pessoa acima de si mesmo.” — 2Co 13:14; veja a nota de estudo em Jo 17:21.

sendo plenamente unidos: A palavra grega usada aqui (sýnpsykhos) é formada pelas palavras syn (com; junto) e psykhé (algumas vezes traduzida como “alma”) e poderia ser traduzida como “unidos (unificados) na alma”. Paulo usou essa expressão e várias outras relacionadas à união para destacar que os cristãos em Filipos deveriam se esforçar para ser unidos. — Veja a nota de estudo em Fil 2:1.

humildade: Esta qualidade envolve a ausência de orgulho ou arrogância. Ela pode ser percebida no modo como a pessoa se vê em relação a Deus e aos outros. A humildade não é uma fraqueza; na verdade, é uma atitude mental que agrada a Deus. Cristãos que são humildes de verdade conseguem trabalhar juntos em união. (Ef 4:2; Fil 2:3; Col 3:12; 1Pe 5:5) A palavra grega tapeinofrosýne, traduzida aqui como “humildade”, vem das palavras tapeinóo (“rebaixar”) e fren (“a mente”). Ela poderia ser traduzida literalmente como “humildade mental”. O termo relacionado tapeinós foi traduzido como “humilde” (Mt 11:29) e “humildes” (Tg 4:6; 1Pe 5:5). — Veja a nota de estudo em Mt 11:29.

presunção: Um conceito exagerado sobre si mesmo. — Veja a nota de estudo em Gál 5:26, onde uma palavra grega relacionada é traduzida como “presunçosos”.

humildade: Ou: “humildade mental”. — Veja a nota de estudo em At 20:19.

considerem os outros superiores a vocês: Ou: “considerem os outros mais importantes do que vocês mesmos”. — Ro 12:3; 1Co 10:24; Fil 2:4.

Mantenham a mesma atitude: Ou: “Tenham o mesmo modo de pensar”. O contexto mostra que a atitude de Jesus era de humildade. — Fil 2:3, 4.

Deus é espírito: A palavra grega traduzida aqui como “espírito” (pneúma) é usada neste versículo para mostrar que Deus é um ser, ou uma pessoa, espiritual. (Veja o Glossário “Espírito”.) As Escrituras deixam claro que tanto Deus como o glorificado Jesus e os anjos são espíritos. (1Co 15:45; 2Co 3:17; He 1:14) Um espírito é uma forma de vida bem diferente de um humano. Os espíritos são invisíveis e têm um “corpo espiritual” que é muito superior a um “corpo físico”. (1Co 15:44; Jo 1:18) Às vezes, os escritores da Bíblia falam que Deus tem face, olhos, ouvidos, mãos, etc., mas essas são apenas figuras de linguagem para ajudar os humanos a entender como Deus é. Ao mesmo tempo, as Escrituras deixam claro que Deus tem uma personalidade. Além disso, ele vive em um lugar específico (fora do Universo físico). Por isso, Jesus podia dizer “vou para o Pai”. (Jo 16:28) O texto de He 9:24 diz que Cristo entrou “no próprio céu, de modo que . . . comparece perante Deus em nosso favor”.

embora ele existisse em forma de Deus: A palavra grega traduzida como “forma” (morfé) significa basicamente “natureza; aparência; formato; semelhança”. Jesus era um ser espiritual, assim como “Deus é espírito”. (Jo 4:24; veja também a nota de estudo.) Essa mesma palavra grega é usada para falar de quando Jesus “assumiu a forma de escravo” e “se tornou carne”, ou seja, se tornou humano. — Fil 2:7; Jo 1:14.

não pensou numa usurpação, isto é, em ser igual a Deus: Ou: “nunca pensou que ser igual a Deus fosse algo que ele pudesse tomar (usurpar)”. Aqui, Paulo incentivou os filipenses a desenvolver a mesma atitude excelente de Jesus. Em Fil 2:3, Paulo disse para eles: “Com humildade, considerem os outros superiores a vocês.” E, no versículo 5, ele continuou: “Mantenham a mesma atitude que Cristo Jesus teve.” Jesus, que encarava a Deus como sendo superior a ele, nunca tentou ser igual a Deus. Em vez disso, ele “se humilhou e se tornou obediente a ponto de enfrentar a morte”. (Fil 2:8; Jo 5:30; 14:28; 1Co 15:24-28) Jesus não pensava como o Diabo, que incentivou Eva a se tornar como Deus, ou seja, a ser igual a Deus. (Gên 3:5) Jesus foi um exemplo perfeito do ponto que Paulo está destacando aqui — a importância da humildade e da obediência ao Criador, Jeová Deus. — Veja a nota de estudo em numa usurpação neste versículo.

numa usurpação: Ou: “numa coisa a ser usurpada”. Lit.: “num apoderamento”. O substantivo grego usado aqui (harpagmós) vem do verbo harpázo, que significa basicamente “usurpar; arrancar; apoderar-se”. Alguns sugerem que esse termo significa reter algo que já se possui. Mas a Bíblia nunca usa esse termo grego no sentido de a pessoa se apegar a algo que já tem. Em vez disso, ele é muitas vezes traduzido como “apoderar-se”, “arrancar” ou outras expressões como essas. (Mt 11:12; 12:29; 13:19; Jo 6:15; 10:12, 28, 29; At 8:39; 23:10; 2Co 12:2, 4; 1Te 4:17; Ju 23; Ap 12:5) Se Jesus “não pensou” em uma usurpação, ou seja, em ser igual a Deus, é lógico concluir que ele nunca foi igual a Deus.

ele abriu mão de tudo que tinha: Lit.: “ele se esvaziou”. A palavra grega para “esvaziar” significa literalmente remover o conteúdo de algo. Aqui, Paulo usou essa palavra em sentido figurado para se referir a Jesus, que abriu mão de sua vida espiritual para viver e sofrer como humano na Terra. É verdade que os anjos às vezes eram vistos pelos humanos em corpos de carne e osso, mas eles nunca deixaram de ser criaturas espirituais. Por outro lado, Jesus realmente abriu mão de seu corpo espiritual e da glória e dos privilégios que tinha no céu. Nenhum humano jamais sacrificou algo que chegue perto do que Jesus abriu mão para agradar a Deus.

embora ele existisse em forma de Deus: A palavra grega traduzida como “forma” (morfé) significa basicamente “natureza; aparência; formato; semelhança”. Jesus era um ser espiritual, assim como “Deus é espírito”. (Jo 4:24; veja também a nota de estudo.) Essa mesma palavra grega é usada para falar de quando Jesus “assumiu a forma de escravo” e “se tornou carne”, ou seja, se tornou humano. — Fil 2:7; Jo 1:14.

quando veio como homem: Lit.: “quando foi achado em aparência como um homem (humano)”. — Veja a nota de estudo em Fil 2:6.

numa estaca: Ou: “numa estaca de tortura; numa estaca de execução”. Ao aceitar a “morte numa estaca”, sendo condenado falsamente como criminoso e blasfemador, Jesus deu a mais poderosa lição de humildade e obediência. (Mt 26:63-66; Lu 23:33; veja o Glossário, “Madeiro; Estaca”; “Estaca de tortura”.) Ele provou além de qualquer dúvida que humanos podem se manter leais a Jeová mesmo quando testados ao extremo. — Jo 5:30; 10:17; He 12:2.

favor divino: Ou: “bondade imerecida”. A palavra grega kháris aparece mais de 150 vezes nas Escrituras Gregas Cristãs e pode ter diversas variações de sentido, dependendo do contexto. Quando kháris está relacionada com a bondade imerecida que Deus mostra para com os humanos, a palavra se refere a um presente que Deus dá generosamente, sem esperar uma compensação. É uma demonstração do grande amor e da bondade de Deus, motivada unicamente por sua imensa generosidade, sem que a pessoa que a recebe tenha feito nada para merecer. (Ro 4:4; 11:6) Mas nem sempre a palavra indica que quem recebe a bondade não a merecia. Assim, ela pode ser usada mesmo quando o alvo da bondade de Deus é Jesus. Nesses casos, kháris não foi traduzida como “bondade imerecida”, mas como “favor divino” (neste versículo) ou “favor” (Lu 2:40, 52). Em outros casos, a palavra grega foi traduzida como “favor”, “simpatia” ou “bondosa dádiva”. — Lu 1:30; At 2:47; 7:46; 1Co 16:3; 2Co 8:19.

por causa do meu nome: Na Bíblia, a palavra “nome” pode se referir à própria pessoa, à sua reputação e a tudo o que ela representa. (Veja a nota de estudo em Mt 6:9.) No caso de Jesus, o nome também envolve a autoridade que ele recebeu de Jeová e a posição que ele ocupa. (Mt 28:18; Fil 2:9, 10; He 1:3, 4) Neste versículo, Jesus explicou que as pessoas odiariam os seus discípulos por causa do que o nome dele representa, ou seja, por causa da posição que ele ocupa como o Rei dos reis, o Governante escolhido por Deus, a quem todas as pessoas devem se sujeitar para ganhar a vida. — Veja a nota de estudo em Jo 15:21.

deu bondosamente: O verbo grego usado aqui (kharízomai) está relacionado ao termo grego que geralmente é traduzido como “bondade imerecida”, mas que também pode ser traduzido como “favor divino”. (Jo 1:14; veja também a nota de estudo.) Neste contexto, o termo transmite a ideia de que Deus, por amor, generosidade e misericórdia, deu a Jesus um nome enaltecido, “que está acima de todo outro nome”. Já que Deus pode dar um nome assim para seu Filho, Jesus, o Pai tem que ser maior que Jesus, e Jesus tem que estar sob a autoridade do Pai. (Jo 14:28; 1Co 11:3) Sendo assim, qualquer honra dada a Jesus por causa de sua posição elevada é “para a glória de Deus, o Pai”. — Fil 2:11.

o nome: Na Bíblia, a palavra “nome” às vezes não se refere apenas ao modo como alguém ou alguma coisa é identificada. (Veja a nota de estudo em Mt 24:9.) Por exemplo, aqui “o nome” que Deus deu a Jesus se refere à autoridade e à posição que Jesus recebeu de seu Pai. O contexto do capítulo 2 de Filipenses mostra que Jesus recebeu esse nome elevado depois de sua ressurreição. — Mt 28:18; Fil 2:8, 10, 11; He 1:3, 4.

todo outro nome: A tradução literal do texto grego (“todo nome”, Kingdom Interlinear), usada por muitas traduções da Bíblia, poderia dar a impressão de que o nome de Jesus está acima do próprio nome de Deus. Só que essa ideia não está de acordo com o contexto, já que Paulo diz que foi Deus quem “enalteceu [Jesus] a uma posição superior e lhe deu bondosamente” esse nome. Além disso, a palavra grega para “todo” pode, em alguns casos, ter o sentido de “todos os outros” ou “todas as outras”, como acontece em Lu 13:2; 21:29 e Fil 2:21. Então, tanto o contexto como a forma como essa palavra grega é usada em outros textos apoiam o uso de “todo outro”. Paulo aqui explica que o nome de Jesus está acima de todo outro nome, menos do nome de Jeová, que foi quem deu esse nome para ele. — Veja também 1Co 15:28.

em nome do: A palavra grega para “nome” (ónoma) pode significar mais do que o nome de uma pessoa; pode se referir, por exemplo, a autoridade ou posição. Neste texto, ser ‘batizado em nome de’ significa reconhecer a autoridade e a posição do Pai e do Filho, e o modo como Deus usa o espírito santo. Quando a pessoa reconhece isso, ela passa a ter uma nova base para seu relacionamento com Deus. — Veja também a nota de estudo em Mt 10:41.

diante do nome de Jesus, se dobre todo joelho: Toda criatura inteligente no céu e na Terra dobra o joelho “diante do nome de Jesus” por reconhecer a posição de Jesus e aceitar sua autoridade. — Veja a nota de estudo em Mt 28:19.

dos que estão . . . debaixo do chão: Pelo visto, se refere aos mortos que Jesus disse que estão “nos túmulos memoriais”. (Jo 5:28, 29) Quando forem ressuscitados da Sepultura, eles também vão ter que aceitar a autoridade de Jesus e ‘reconhecer abertamente que Jesus Cristo é Senhor, para a glória de Deus, o Pai’. — Fil 2:11.

declarar publicamente: O verbo grego que aparece aqui, homologéo, é traduzido em algumas Bíblias como “confessar”. Muitos léxicos definem essa palavra como “declarar (reconhecer) publicamente”. No versículo 10, esse mesmo verbo é traduzido como “se faz declaração pública”. Aqui, Paulo explica que, para um cristão ser salvo, não basta que ele tenha fé no coração; ele também precisa declarar publicamente a sua fé. (Sal 40:9, 10; 96:2, 3, 10; 150:6; Ro 15:9) Os cristãos não declaram publicamente sua fé uma única vez, como, por exemplo, quando são batizados. Eles continuam fazendo isso quando se reúnem com outros cristãos e quando declaram as boas novas de salvação para outras pessoas. — He 10:23-25; 13:15.

que Jesus é Senhor: Quando Jesus esteve na Terra, pessoas que não o seguiam o chamaram de “Senhor” por educação ou para mostrar respeito. Por exemplo, foi por respeito que a samaritana se dirigiu a Jesus como “senhor”. (Jo 4:11; Mt 8:2) A palavra grega usada pelos escritores bíblicos, Kýrios (“Senhor”), pode ter vários sentidos, dependendo do contexto. Mas Jesus indicou que, quando seus discípulos (ou alunos) o chamavam assim, eles estavam reconhecendo que ele era seu Senhor, ou Mestre. (Jo 13:13, 16) Esse título passou a ter um significado especial depois que Jesus morreu e foi ressuscitado para ocupar uma posição superior no céu. Quando Jesus deu sua vida como sacrifício, ele comprou seus seguidores e se tornou seu Dono (1Co 7:23; 2Pe 2:1; Ju 4; Ap 5:9, 10) e seu Rei (Col 1:13; 1Ti 6:14-16; Ap 19:16). Reconhecer a Jesus como Senhor envolve mais do que simplesmente chamar a Jesus por esse título. Os verdadeiros cristãos precisam reconhecer a posição que Jesus ocupa e obedecer a ele. — Mt 7:21; Fil 2:9-11.

Senhor: A palavra grega que aparece aqui é Kýrios. Apesar de geralmente ser usada nas Escrituras como um substantivo, essa palavra é um adjetivo que significa “que possui poder (kýros) ou autoridade”. Ela aparece em todos os livros das Escrituras Gregas Cristãs, com exceção da carta de Paulo a Tito e das cartas de João. Jesus Cristo foi criado por Deus e é seu Filho e Servo. Assim, já que Deus tem poder e autoridade superiores a Jesus e é seu Cabeça (1Co 11:3), faz sentido que Jesus chame seu Pai e Deus (Jo 20:17) de “Senhor” (Mt 11:25). Mas, na Bíblia, o título “Senhor” não é usado apenas para se referir a Jeová Deus. Ele é usado também para se referir a Jesus Cristo (Mt 7:21; Ro 1:4, 7), a um dos anciãos que João viu no céu numa visão (Ap 7:13, 14), a anjos (Da 12:8), a humanos (At 16:16, 19, 30) e a deuses falsos (1Co 8:5). Alguns afirmam que a expressão “Jesus é Senhor” significa que ele e seu Pai, Jeová, são a mesma pessoa. Mas fica claro pelo contexto que esse não é o caso, já que o versículo diz que “Deus o levantou [ou seja, levantou Jesus] dentre os mortos”. Jesus é Senhor porque seu Pai lhe deu essa autoridade. — Mt 28:18; Jo 3:35; 5:19, 30. — Veja a nota de estudo em que Jesus é Senhor neste versículo.

que Jesus é Senhor: Quando Jesus esteve na Terra, pessoas que não o seguiam o chamaram de “Senhor” por educação ou para mostrar respeito. Por exemplo, foi por respeito que a samaritana se dirigiu a Jesus como “senhor”. (Jo 4:11; Mt 8:2) A palavra grega usada pelos escritores bíblicos, Kýrios (“Senhor”), pode ter vários sentidos, dependendo do contexto. Mas Jesus indicou que, quando seus discípulos (ou alunos) o chamavam assim, eles estavam reconhecendo que ele era seu Senhor, ou Mestre. (Jo 13:13, 16) Esse título passou a ter um significado especial depois que Jesus morreu e foi ressuscitado para ocupar uma posição superior no céu. Quando Jesus deu sua vida como sacrifício, ele comprou seus seguidores e se tornou seu Dono (1Co 7:23; 2Pe 2:1; Ju 4; Ap 5:9, 10) e seu Rei (Col 1:13; 1Ti 6:14-16; Ap 19:16). Reconhecer a Jesus como Senhor envolve mais do que simplesmente chamar a Jesus por esse título. Os verdadeiros cristãos precisam reconhecer a posição que Jesus ocupa e obedecer a ele. — Mt 7:21; Fil 2:9-11.

reconheça abertamente: Ou: “declare publicamente; confesse”. O contexto mostra que esse reconhecimento está relacionado com a plena certeza de que Jeová ressuscitou Jesus. — Veja também a nota de estudo em Ro 10:9.

que Jesus Cristo é Senhor: Veja a nota de estudo em Ro 10:9.

Senhor: Alguns afirmam que a frase “Jesus Cristo é Senhor” significa que ele e o Pai dele, Jeová, são a mesma pessoa. Mas o contexto deixa claro que esse não pode ser o caso, já que foi Deus quem “enalteceu [Jesus] a uma posição superior e lhe deu bondosamente o nome que está acima de todo outro nome”. — Fil 2:9; veja as notas de estudo em Ro 10:9.

presença: A palavra grega parousía (traduzida em muitas Bíblias como “vinda” ou “volta”) significa literalmente “estar ao lado”. Não se refere simplesmente a vir ou chegar, mas sim a estar presente durante um período de tempo. Esse sentido de parousía é indicado por Mt 24:37-39, que compara “os dias de Noé . . . antes do dilúvio” com “a presença do Filho do Homem”. Paulo também usou essa palavra grega em Fil 2:12 ao fazer um contraste entre sua “presença” e sua “ausência”.

quando eu estiver de novo presente entre vocês: Ou: “quando eu estiver com vocês novamente”. A frase grega usada aqui contém o substantivo parousía, que significa literalmente “estar ao lado”. Muitas vezes, parousía é traduzida como “presença”, especialmente quando se refere à presença invisível de Jesus Cristo. (Mt 24:37; 1Co 15:23) Aqui, Paulo usou esse termo ao falar do seu desejo de visitar novamente os cristãos em Filipos. Algo que apoia traduzir parousía como “presença” e “presente” é que em Fil 2:12 (veja a nota de estudo) Paulo usou esse termo para fazer diferença entre a sua “presença” e a sua “ausência”. — Veja as notas de estudo em Mt 24:3; 1Co 16:17.

presença . . . ausência: Aqui, Paulo usou a palavra grega parousía para falar de quando estaria com os cristãos em Filipos, ou seja, do período de tempo em que estaria presente ali. Neste versículo, Paulo nos ajuda a entender o sentido dessa palavra grega por contrastar a sua “presença” com a sua “ausência” (em grego, apousía), ou seja, com o período de tempo em que estaria longe dos filipenses. A palavra grega parousía também é usada em um sentido especial para se referir à presença invisível de Jesus Cristo como Rei messiânico, que começou quando ele se tornou Rei no céu no início dos últimos dias deste sistema de coisas. — Veja as notas de estudo em Mt 24:3; 1Co 15:23; Fil 1:26.

persistam em produzir: A palavra grega usada aqui significa basicamente “alcançar; realizar; executar”. O tempo verbal usado neste versículo indica um esforço contínuo, transmitindo a ideia de persistir em fazer algo até que esteja terminado.

está agindo em vocês: Ou: “enche vocês de energia”. A palavra grega energéo aparece duas vezes neste versículo. Na primeira, é traduzida como “está agindo” e, na segunda, como “lhes dá . . . o poder de agir”. O espírito santo, ou a força ativa, de Deus é a maior fonte de poder, ou energia, do Universo. Deus usou o espírito santo para criar todas as coisas. (Gên 1:2; Sal 104:30; Is 40:26) Quando os servos de Jeová estão perdendo as forças, é por meio desse espírito que Jeová dá a eles a energia necessária, ou “o poder de agir”. (Is 40:31) O espírito de Jeová também pode melhorar, conforme a necessidade, as habilidades que a pessoa já tem. (Lu 11:13; 2Co 4:7) A vida do apóstolo Paulo está cheia de exemplos do que o esforço da pessoa junto com o poder de Deus podem realizar. — Fil 4:13; Col 1:29.

lhes dá . . . o desejo: Por causa do desânimo, das próprias falhas e de outros fatores, alguns servos de Deus no passado perderam o desejo de servir a ele, e até de continuar vivos. (1Rs 19:4; Sal 73:13, 14; Jon 4:2, 3) Aqui, Paulo mostra que, quando a pessoa perde esse desejo, Deus fica feliz de motivá-la, especialmente quando ela busca a ajuda Dele. — Sal 51:10, 11; 73:17, 18.

sem queixas: Ficar se queixando envolve reclamar ou falar de modo negativo de alguém ou de alguma coisa. Geralmente isso não é feito abertamente, mas às escondidas. Quem tem o hábito de reclamar tenta influenciar outros e pode dar importância demais aos seus sentimentos ou à sua posição, chamando atenção para si mesmo em vez de para Deus. Esse hábito pode causar divisão entre os irmãos, atrapalhando os esforços deles de servir a Jeová em união. Por volta de 55 d.C., Paulo lembrou aos cristãos em Corinto que Jeová tinha ficado irado com os israelitas por eles terem se queixado no deserto. (Veja a nota de estudo em 1Co 10:10.) Mas nem todo tipo de reclamação desagrada a Deus. A palavra grega usada aqui também é usada em At 6:1, onde diz que os judeus que falavam grego em Jerusalém “começaram a reclamar” porque suas viúvas estavam sendo deixadas de lado em sentido material. Por causa disso, os apóstolos providenciaram que a situação fosse resolvida. — At 6:1-6.

serviço sagrado: Ou: “serviço público”. A palavra grega usada aqui, leitourgía, e as palavras relacionadas leitourgéo (prestar serviço público) e leitourgós (servidor público) eram usadas pelos gregos e romanos para se referir a serviços prestados ao governo ou a autoridades civis em benefício do povo. Por exemplo, Ro 13:6 usa o plural de leitourgós quando diz que os governantes “estão a serviço de Deus” (ou: “são servidores públicos de Deus”), porque eles prestam serviços em benefício do povo. Lucas usa aqui leitourgía da mesma maneira que ela e as palavras relacionadas são usadas na Septuaginta, onde com frequência se referem ao serviço que os sacerdotes e levitas prestavam no templo. (Êx 28:35; Núm 8:22) O serviço prestado no templo podia ser considerado um serviço público em benefício do povo. Mas ele também era um serviço sagrado porque os sacerdotes ensinavam a Lei de Deus e ofereciam sacrifícios para cobrir os pecados do povo. — 2Cr 15:3; Mal 2:7.

estavam servindo: Ou: “estavam prestando serviço público”. A palavra grega usada aqui, leitourgéo, e as palavras relacionadas, leitourgía (serviço público; ministério público) e leitourgós (servidor público), eram usadas pelos gregos para se referir a serviços prestados ao governo ou a autoridades civis em benefício do povo. Por exemplo, Ro 13:6 usa o plural de leitourgós quando diz que os governantes “estão a serviço de Deus” (ou: “são servidores públicos de Deus”), porque eles prestam serviços em benefício do povo. Em Lu 1:23 (veja a nota de estudo), a palavra leitourgía foi traduzida como “serviço sagrado” (ou: “serviço público”) e se refere ao serviço prestado por Zacarias, o pai de João Batista. A palavra leitourgía foi usada ali por Lucas da mesma maneira que ela e as palavras relacionadas são usadas na Septuaginta, onde com frequência se referem ao serviço que os sacerdotes e levitas prestavam no tabernáculo (Êx 28:35; Núm 1:50; 3:31; 8:22) e no templo (2Cr 31:2; 35:3; Jl 1:9, 13; 2:17). Esse serviço podia ser considerado um serviço público em benefício do povo. Mas, dependendo do contexto, ele também era um serviço sagrado, porque os sacerdotes ensinavam a Lei de Deus (2Cr 15:3; Mal 2:7) e ofereciam sacrifícios para cobrir os pecados do povo (Le 1:3-5; De 18:1-5). Aqui, em At 13:2, a palavra grega leitourgéo foi usada em um sentido mais amplo e descreve o ministério, ou serviço, dos profetas e instrutores cristãos da congregação em Antioquia da Síria. Ela se refere aos vários atos de devoção a Deus que fazem parte do ministério cristão, como orar e ensinar. O serviço realizado por esses profetas e instrutores sem dúvida também envolvia pregar ao público. — At 13:3.

estão a serviço: Ou: “são servidores públicos”. A palavra grega usada aqui é o plural de leitourgós (“servidor público”). Essa palavra e as palavras leitourgéo (“prestar serviço público”) e leitourgía (“serviço público”) eram usadas pelos gregos e romanos para se referir a serviços prestados ao governo ou a autoridades civis em benefício do povo. (Essas três palavras gregas vêm das palavras laós, “povo”, e érgon, “trabalho”.) As autoridades humanas podem ser consideradas “servidores públicos” a serviço de Deus no sentido de que elas prestam serviços em benefício do povo. Nas Escrituras Gregas Cristãs, essas palavras gregas são usadas muitas vezes para se referir ao serviço que era prestado no templo e ao ministério cristão. — Para ver exemplos desse uso, veja as notas de estudo em Lu 1:23; At 13:2; Ro 15:16.

servo: Ou: “servidor público”. A palavra grega leitourgós vem das palavras gregas laós, “povo”, e érgon, “trabalho”. Ela era usada originalmente pelos gregos para se referir a alguém que prestava serviço para autoridades civis, geralmente às suas próprias custas, em benefício do povo. Esse tipo de serviço também existia entre os romanos. Na Bíblia, essa palavra foi usada na maioria das vezes para se referir a alguém que realizava um serviço considerado sagrado. A palavra relacionada leitourgía foi usada muitas vezes na Septuaginta para se referir aos “deveres” (Núm 7:5) dos sacerdotes e ao “serviço” (Núm 4:28; 1Cr 6:32 [6:17, LXX]) que eles prestavam no tabernáculo ou no templo em Jerusalém. Aqui, Paulo usa a palavra leitourgós para se referir a si mesmo, já que ele servia como “apóstolo para as nações”, ou seja, para os não judeus, proclamando as boas novas de Deus. (Ro 11:13) A pregação de Paulo trazia grandes benefícios para o povo, especialmente para as pessoas das nações.

eu esteja: Ou: “minha vida esteja”. — Veja a nota de estudo em eu esteja sendo derramado como oferta de bebida neste versículo.

eu esteja sendo derramado como oferta de bebida: Os israelitas apresentavam vinho como oferta de bebida junto com a maioria das outras ofertas, derramando o vinho sobre o altar. (Le 23:18, 37; Núm 15:2, 5, 10; 28:7) Aqui, Paulo fala de si mesmo como sendo uma oferta de bebida. Com isso, ele mostrou que estava disposto a “ser derramado”, ou seja, a se gastar tanto em sentido físico como emocional a favor dos irmãos em Filipos. Em outras palavras, Paulo estava disposto a dar tudo de si para apoiar os filipenses e outros cristãos que estavam apresentando seus sacrifícios espirituais e realizando seu “serviço sagrado” a Deus. (Veja também 2Co 12:15.) Pouco antes de morrer, Paulo escreveu a Timóteo: “Eu já estou sendo derramado como oferta de bebida, e a hora do meu livramento está próxima.” — 2Ti 4:6.

o serviço sagrado: Ou: “o serviço público”. Paulo usou esse termo para se referir ao ministério cristão. O serviço que ele prestou com amor e dedicação a favor dos seus irmãos em Filipos foi de grande ajuda para eles. O resultado foi que a fé dos cristãos em Filipos os motivou a também participar nesse serviço em benefício de outros. A palavra grega usada aqui, leitourgía, deve ter feito os cristãos em Filipos, que era uma colônia romana, se lembrar dos serviços prestados ao governo e às autoridades civis em benefício da comunidade. (Veja a nota de estudo em 2Co 9:12.) Esses serviços envolviam gastos, o que lembrava aos filipenses que um serviço fiel envolve sacrifícios. Nas Escrituras Gregas Cristãs, esse termo grego e outros relacionados são muito usados com relação ao serviço no templo e ao ministério cristão. Para outros detalhes sobre esse uso, veja as notas de estudo em Lu 1:23; At 13:2; Ro 13:6; 15:16.

a Praça de Ápio: Ou: “Foro de Ápio”. Em latim, Appii Forum. Esta praça, que também funcionava como um mercado, ficava uns 65 quilômetros ao sudeste de Roma. Ela era um local de parada bem conhecido na Via Ápia, a famosa estrada romana que ia de Roma ao porto de Brundisium (hoje Brindisi), passando por Cápua. Tanto a estrada como a praça receberam seus nomes em homenagem ao estadista responsável por sua construção, Ápio Cláudio Ceco, do século 4 a.C. A Praça de Ápio era um ponto de parada onde os viajantes que saíam de Roma costumavam descansar ao final do primeiro dia de viagem. Assim, o local se tornou um mercado importante e um movimentado centro comercial. Algo que também contribuía para a sua importância era a sua localização junto a um canal que corria ao lado da Via Ápia e atravessava os pântanos do Pontino. Segundo relatos, os viajantes eram transportados pelo canal à noite em balsas puxadas por mulas. O poeta romano Horácio falou sobre os desconfortos da viagem e reclamou das rãs e dos mosquitos. Ele também descreveu a Praça de Ápio como um local “abarrotado de barqueiros e de taverneiros mesquinhos”. (Satires, I, V, 1-6) Apesar de todos os desconfortos, os irmãos de Roma tiveram prazer em ir até lá e esperar por Paulo e seus companheiros para acompanhá-los na parte final da viagem. Hoje, no local onde ficava o Foro de Ápio, existe a pequena vila de Borgo Faiti, junto à Via Ápia. — Veja o Apêndice B13.

Espero . . . lhes enviar . . . Timóteo: O relato não diz se Timóteo faria essa viagem de Roma para Filipos por terra ou por mar. Quem viajava de Roma em direção ao leste usava a ampla rede de estradas do Império Romano ou usava embarcações. Mas as duas opções traziam dificuldades. Nos dias de Timóteo, era difícil conseguir uma viagem de barco, e os passageiros viajavam e dormiam no convés, expostos a qualquer tipo de clima. O mar revolto causava enjoos e, às vezes, naufrágios. Quem decidisse ir a pé para Filipos tinha que fazer uma viagem de uns 40 dias. No trajeto, a pessoa provavelmente passava primeiro pela Via Ápia, depois fazia uma curta travessia pelo mar de Ádria e então continuava a viagem por terra, talvez pela Via Egnácia (uma importante estrada romana). (Veja o Apêndice B13.) O viajante tinha que enfrentar coisas como sol, chuva, calor ou frio e corria o risco de ser assaltado. Naquela época, as hospedarias para passar a noite eram frequentadas por pessoas da pior espécie, além de serem locais sujos, superlotados e infestados de pulgas. (Compare com a nota de estudo em At 28:15.) Mesmo assim, Paulo confiava que Timóteo estava disposto não só a fazer a viagem de ida, mas também a de volta, para que o apóstolo pudesse “receber notícias” do bem-estar espiritual dos cristãos de Filipos.

deprimido: O termo grego que Paulo usou aqui é traduzido como “muito aflito” nos relatos que falam sobre a angústia de Jesus no jardim de Getsêmani. (Mt 26:37; Mr 14:33) Uma obra de referência define esse termo como “ansioso, angustiado, aflito”. Epafrodito ficou profundamente angustiado quando os irmãos da congregação em Filipos ficaram sabendo que ele tinha ficado doente. Talvez a preocupação de Epafrodito fosse que os irmãos tivessem a impressão de que ele tinha falhado em ajudar Paulo, sendo um peso para ele. Logo depois que Epafrodito se recuperou, Paulo o enviou de volta a Filipos com uma carta para a congregação. Nessa carta (Fil 2:25-29), Paulo explicou o motivo de Epafrodito estar retornando mais cedo. Com isso, Paulo garantiu para a congregação — e com certeza também para Epafrodito — que aquele cristão era alguém fiel e de grande valor. — Veja as notas de estudo em Fil 2:25, 30.

arriscando a vida: Ou: “expondo a sua alma ao perigo”. Pelo visto, cumprir a designação de ir a Roma e levar um presente para Paulo na prisão envolvia algum risco para Epafrodito. Por exemplo, as condições de higiene durante uma viagem e nas hospedarias para passar a noite eram muito precárias naquela época. Essa pode ter sido uma das possíveis causas de Epafrodito ter ficado doente “quase a ponto de morrer”. (Fil 2:26, 27) De qualquer modo, Paulo disse que Epafrodito “quase morreu por causa da obra de Cristo”. Paulo tinha bons motivos para elogiar Epafrodito e para dar o seguinte incentivo à congregação em Filipos: “Acolham-no como é de costume no Senhor, . . . e continuem a prezar homens como ele.” — Fil 2:29; veja as notas de estudo em Fil 2:25, 26 e o Glossário, “Alma”.

Prisca e Áquila: Este casal de cristãos fiéis tinha sido expulso de Roma no ano 49 ou no início do ano 50 d.C., quando o imperador Cláudio emitiu um decreto expulsando os judeus dali. Cláudio morreu em 54 d.C. e, quando Paulo escreveu aos cristãos romanos por volta de 56 d.C., Prisca e Áquila já tinham voltado para Roma. (Veja a nota de estudo em At 18:2.) Paulo chama Prisca e Áquila de seus colaboradores. A palavra grega para “colaborador”, synergós, ocorre 12 vezes nas Escrituras Gregas Cristãs, a maioria delas nas cartas de Paulo. (Ro 16:9, 21; Fil 2:25; 4:3; Col 4:11; Flm 1, 24) Entre essas ocorrências, se destaca a de 1Co 3:9, onde Paulo diz: “Somos colaboradores de Deus.”

Epafrodito: Um cristão muito confiável da congregação em Filipos que é mencionado apenas nesta carta. Ele foi enviado a Roma para entregar um presente para Paulo, que estava preso na época. Epafrodito provavelmente pretendia ficar em Roma tempo suficiente para poder ajudar mais Paulo. No entanto, Epafrodito ficou doente “quase a ponto de morrer”, e por isso precisou voltar para Filipos mais cedo do que esperado. — Fil 2:27, 28; veja as notas de estudo em Fil 2:26, 30.

colaborador: Veja as notas de estudo em Ro 16:3; 1Co 3:9.

aquele que . . . enviaram: Ou: “apóstolo”. Paulo usou aqui a palavra grega para “apóstolo” (apóstolos) no seu sentido básico, que pode ser “enviado”, “emissário” ou “mensageiro”. Epafrodito tinha sido enviado como um representante da congregação em Filipos com um presente para Paulo, que estava preso em Roma.

Epafrodito: Um cristão muito confiável da congregação em Filipos que é mencionado apenas nesta carta. Ele foi enviado a Roma para entregar um presente para Paulo, que estava preso na época. Epafrodito provavelmente pretendia ficar em Roma tempo suficiente para poder ajudar mais Paulo. No entanto, Epafrodito ficou doente “quase a ponto de morrer”, e por isso precisou voltar para Filipos mais cedo do que esperado. — Fil 2:27, 28; veja as notas de estudo em Fil 2:26, 30.

arriscando a vida: Ou: “expondo a sua alma ao perigo”. Pelo visto, cumprir a designação de ir a Roma e levar um presente para Paulo na prisão envolvia algum risco para Epafrodito. Por exemplo, as condições de higiene durante uma viagem e nas hospedarias para passar a noite eram muito precárias naquela época. Essa pode ter sido uma das possíveis causas de Epafrodito ter ficado doente “quase a ponto de morrer”. (Fil 2:26, 27) De qualquer modo, Paulo disse que Epafrodito “quase morreu por causa da obra de Cristo”. Paulo tinha bons motivos para elogiar Epafrodito e para dar o seguinte incentivo à congregação em Filipos: “Acolham-no como é de costume no Senhor, . . . e continuem a prezar homens como ele.” — Fil 2:29; veja as notas de estudo em Fil 2:25, 26 e o Glossário, “Alma”.

deseja muito ver a todos vocês: Alguns manuscritos bem antigos dizem “tem saudade de todos vocês”, e muitas traduções da Bíblia usam essa opção. Mas a opção usada aqui no texto principal tem o apoio de manuscritos bem antigos e confiáveis. Não importa qual das opções seja usada, o sentido básico das palavras de Paulo permanece o mesmo: Epafrodito estava sentindo falta de todos os cristãos em Filipos. — Veja o Apêndice A3.

deprimido: O termo grego que Paulo usou aqui é traduzido como “muito aflito” nos relatos que falam sobre a angústia de Jesus no jardim de Getsêmani. (Mt 26:37; Mr 14:33) Uma obra de referência define esse termo como “ansioso, angustiado, aflito”. Epafrodito ficou profundamente angustiado quando os irmãos da congregação em Filipos ficaram sabendo que ele tinha ficado doente. Talvez a preocupação de Epafrodito fosse que os irmãos tivessem a impressão de que ele tinha falhado em ajudar Paulo, sendo um peso para ele. Logo depois que Epafrodito se recuperou, Paulo o enviou de volta a Filipos com uma carta para a congregação. Nessa carta (Fil 2:25-29), Paulo explicou o motivo de Epafrodito estar retornando mais cedo. Com isso, Paulo garantiu para a congregação — e com certeza também para Epafrodito — que aquele cristão era alguém fiel e de grande valor. — Veja as notas de estudo em Fil 2:25, 30.

Epafrodito: Um cristão muito confiável da congregação em Filipos que é mencionado apenas nesta carta. Ele foi enviado a Roma para entregar um presente para Paulo, que estava preso na época. Epafrodito provavelmente pretendia ficar em Roma tempo suficiente para poder ajudar mais Paulo. No entanto, Epafrodito ficou doente “quase a ponto de morrer”, e por isso precisou voltar para Filipos mais cedo do que esperado. — Fil 2:27, 28; veja as notas de estudo em Fil 2:26, 30.

deprimido: O termo grego que Paulo usou aqui é traduzido como “muito aflito” nos relatos que falam sobre a angústia de Jesus no jardim de Getsêmani. (Mt 26:37; Mr 14:33) Uma obra de referência define esse termo como “ansioso, angustiado, aflito”. Epafrodito ficou profundamente angustiado quando os irmãos da congregação em Filipos ficaram sabendo que ele tinha ficado doente. Talvez a preocupação de Epafrodito fosse que os irmãos tivessem a impressão de que ele tinha falhado em ajudar Paulo, sendo um peso para ele. Logo depois que Epafrodito se recuperou, Paulo o enviou de volta a Filipos com uma carta para a congregação. Nessa carta (Fil 2:25-29), Paulo explicou o motivo de Epafrodito estar retornando mais cedo. Com isso, Paulo garantiu para a congregação — e com certeza também para Epafrodito — que aquele cristão era alguém fiel e de grande valor. — Veja as notas de estudo em Fil 2:25, 30.

da obra de Cristo: Ou, possivelmente: “da obra do Senhor”. Alguns manuscritos bem antigos usam a expressão “do Senhor”. Mas a opção usada aqui no texto principal tem o apoio de manuscritos bem antigos e confiáveis.

arriscando a vida: Ou: “expondo a sua alma ao perigo”. Pelo visto, cumprir a designação de ir a Roma e levar um presente para Paulo na prisão envolvia algum risco para Epafrodito. Por exemplo, as condições de higiene durante uma viagem e nas hospedarias para passar a noite eram muito precárias naquela época. Essa pode ter sido uma das possíveis causas de Epafrodito ter ficado doente “quase a ponto de morrer”. (Fil 2:26, 27) De qualquer modo, Paulo disse que Epafrodito “quase morreu por causa da obra de Cristo”. Paulo tinha bons motivos para elogiar Epafrodito e para dar o seguinte incentivo à congregação em Filipos: “Acolham-no como é de costume no Senhor, . . . e continuem a prezar homens como ele.” — Fil 2:29; veja as notas de estudo em Fil 2:25, 26 e o Glossário, “Alma”.

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